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Internacional

Governo chinês acusa antigo presidente da Interpol de ter recebido subornos

ROSLAN RAHMAN/GETTY IMAGES

A notícia da acusação foi dada pelo ministro da Segurança Pública chinês, Zhao Kezhi, que não avançou contudo mais detalhes sobre as alegações e as condições, assim como o local, onde o antigo presidente da Interpol estará detido

O antigo presidente da Interpol, Meng Hongwei, foi acusado pelo Governo chinês de ter recebido subornos, poucas horas depois de ter sido confirmada a sua detenção por suspeitas de “violação da lei”. A notícia da acusação foi dada pelo ministro da Segurança Pública chinês, Zhao Kezhi, que não avançou contudo mais detalhes sobre as alegações e as condições - assim como o local - onde Meng Hongwei estará detido.

Nada se sabia sobre o paradeiro do antigo presidente da Interpol, que foi também vice-ministro da Segurança Pública do Governo de Pequim, até as autoridades francesas terem dado conta, na sexta-feira passada, do seu desaparecimento quando viajou de França para a China, no mês de setembro.

Também a sua mulher, Grace Meng, que já havia denunciado o desaparecimento de Meng Hongwei, disse no domingo ter a certeza de que o marido se encontrava em perigo depois de ter recebido uma mensagem dele.

A Interpol pediu um esclarecimento a Pequim e anunciou depois que Meng Hongwei tinha-se demitido e que seria substituído por um funcionário sul-coreano até haver uma nova nomeação para o cargo, o que deverá acontecer em novembro.

O comunicado divulgado esta segunda-feira pelo ministro da Segurança Pública chinês refere que a investigação a Meng Hongwei é prova da “determinação de Xi Jinping [Presidente chinês] em continuar a sua luta contra a corrupção”. “Isto mostra que ninguém está acima da lei, que não há excepções. Qualquer pessoa que viole a lei será investigada e severamente punida”, lê-se ainda na nota, que dá conta de outros suspeitos de aceitar subornos a ser investigados.