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Ciberataques. Rússia convoca embaixador holandês em Moscovo

Andia/Getty Images

Os Governos do Reino Unido e da Holanda denunciaram, na semana passada, uma série de ataques informáticos a agências e organizações internacionais supostamente da responsabilidade dos serviços secretos militares russos

A Rússia anunciou esta segunda-feira a intenção de convocar o embaixador holandês em Moscovo depois de, na semana passada, a Holanda ter divulgado a expulsão, em abril, de quatro alegados espiões, acusados de ciberataques a uma organização sediada no país.

"Relacionado com a campanha de desinformação organizada em Haia, o embaixador holandês será convocado ao Ministério dos Negócios Estrangeiros na segunda-feira", noticiaram as agências noticiosas russas, citando fontes do ministério.

Os Governos do Reino Unido e da Holanda denunciaram, na semana passada, uma série de ataques informáticos a agências e organizações internacionais supostamente da responsabilidade dos serviços secretos militares russos (GRU).

A ministra da Defesa da Holanda, Ank Bijleveld, declarou que o serviço de informação holandês frustrou em abril uma tentativa russa de ciberataque à OPAQ, baseada em Haia, e anunciou a expulsão quatro agentes.

Em reação, a diplomacia russa definiu o anúncio de Haia um “ato de propaganda” contra a Rússia.

No mesmo dia, o Departamento de Justiça norte-americano anunciou ter acusado sete oficiais russos.

Entre as organizações atacadas estão a Organização para a Proibição das Armas Químicas (OPAQ), uma agência da ONU com sede em Haia, a Agência Mundial Anti-Dopagem (AMA), localizada em Montreal, ou as equipas que investigavam o desastre do avião da Malaysian Airlines que caiu na Ucrânia em 2014.

O Governo canadiano confirmou ataques à AMA e ao Centro Canadiano para a Ética do Desporto, em 2016, apontando o GRU como "o mais que provável responsável".

A União Europeia manifestou-se "seriamente preocupada" com os ataques e a NATO exigiu à Rússia que "ponha termo ao seu padrão de comportamento irresponsável, incluindo o uso da força contra vizinhos, tentativas de interferência em processos eleitorais e campanhas de desinformação generalizadas”.