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Senado americano aprova Brett Kavanaugh para o Supremo Tribunal

EPA/TOM WILLIAMS/POOL

O Senado norte-americano aprovou hoje a nomeação do magistrado Brett Kavanaugh, escolhido pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para juiz do Supremo Tribunal.

O Senado norte-americano aprovou hoje a nomeação do magistrado Brett Kavanaugh, escolhido pelo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para juiz do Supremo Tribunal.

Kavanaugh foi acusado publicamente por três mulheres de abusos sexuais, entre elas Christine Blasey Ford, que há uma semana contou a sua versão numa audiência pública perante o Senado sobre factos que supostamente ocorreram durante uma festa em 1982.

O magistrado, que negou categoricamente as acusações, obteve 50 votos a favor e 48 contra, oferecendo uma importante vitória política ao Presidente Donald Trump.

A confirmação de Kavanaugh para o Senado dos Estados Unidos deverá colocar em minoria os juízes progressistas no seio da mais alta instância judiciária americana.

Na sexta-feira, Kavanaugh, já tinha vencido uma primeira votação preliminar do Senado no processo de confirmação para juiz do Supremo Tribunal, com 51 votos contra 49.
No entanto, a pressão social contra a confirmação de Kavanaugh reforçou-se nos últimos dias, com centenas de mobilizações em todo o país.

Pelo menos 302 pessoas foram detidas na quinta-feira por protestarem ilegalmente dentro do edifício do Senado dos Estados Unidos contra a nomeação de Brett Kavanaugh para juiz Supremo Tribunal, informaram as autoridades norte-americanas.

De acordo com a polícia dos EUA, os manifestantes começaram a protestar nos degraus do Capitólio, edifício onde se encontram o Senado e a Câmara dos Representantes.
Contudo, e depois de as autoridades bloquearem os degraus, os manifestantes dirigiram-se para dentro do átrio do Hart Senate Office Building, um de três edifícios de escritórios do Senado norte-americano.

Na quinta-feira, o líder da maioria republicana do Senado norte-americano, Mitch McConnell, anunciou que a Câmara alta vai votar no sábado sobre a nomeação para o Supremo tribunal do juiz Brett Kavanaugh e na sequência da investigação do FBI.

"O que sabemos de certeza é que a investigação do FBI não corrobora nenhuma das acusações contra o juiz Kavanaugh. E, segundo, que temos por certo de que nada do que façamos agradará aos democratas", afirmou McConnell em conferência de imprensa, acompanhado por outros senadores republicanos.

Kavanaugh foi acusado publicamente por três mulheres de abusos sexuais, entre elas Christine Blasey Ford, que há uma semana contou a sua versão numa audiência pública perante o Senado sobre factos que supostamente ocorreram durante uma festa em 1982.
A débil maioria dos republicanos na Câmara alta, com 51 em 100 lugares, implica não permitir que quase nenhum dos seus representantes esteja ausente da votação, por necessitarem de pelo menos 50 votos fazer passar leis ou nomeações.
No entanto, e após a investigação do FBI, que apenas se prolongou por cinco dias, dois dos senadores que questionavam o seu voto, Susan Collins e Jeff Flake, consideraram que os dados fornecidos pela investigação não confirmam as acusações contra o juiz apontado pelo Presidente Donald Trump.

"Esta pessoa está muito bem qualificada: é alguém que crê nos princípios das garantias processuais, a presunção de inocência e a disposição para servir. Por isso, o juiz Kavanaugh deve ser confirmado no sábado, assegurou na altura o presidente do Comité judicial da Câmara alta, Chuck Grassley, que dirigiu esta avaliação.