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Kavanaugh. Casa Branca não encontra confirmação de alegações de conduta sexual imprópria no relatório do FBI

EPA/TOM WILLIAMS/POOL

A informação é avançada pelo diário “The Wall Street Journal”. A decisão de não entrevistar a primeira mulher a acusar Kavanaugh de abusos sexuais nem o próprio juiz “levanta preocupações sérias”, criticou a democrata mais destacada na comissão de Justiça. O líder da maioria republicana no Senado marcou a votação de confirmação para esta sexta-feira

A Casa Branca não encontrou indícios de confirmação das alegações de conduta sexual imprópria contra Brett Kavanaugh, indicado pelo Presidente Trump para o Supremo Tribunal dos EUA, depois de examinar os dados da última investigação do FBI sobre o juiz. A informação foi avançada pelo diário “The Wall Street Journal”, que cita fontes próximas do processo, na madrugada desta quinta-feira.

Segundo o jornal, ainda não é claro se a Casa Branca concluiu a sua revisão dos relatórios das entrevistas conduzidas pela agência de investigação. O relatório do FBI terá sido enviado à comissão de Justiça do Senado ainda na quarta-feira, ou seja, dois dias antes do prazo definido para a conclusão da investigação. Os senadores que decidem o futuro imediato de Kavanaugh vão analisar os resultados esta quinta-feira.

A investigação foi objeto de críticas por parte dos democratas que se queixam de ela não ser abrangente o suficiente. Os investigadores falaram com Deborah Rodriguez, uma das três mulheres que acusaram Kavanaugh de conduta sexual imprópria, mas não falaram, por exemplo, com Christine Blasey Ford, a primeira a acusá-lo. Para os senadores democratas, o número limitado de entrevistas resultou das restrições colocadas pela Casa Branca ao FBI.

Votação de confirmação de Kavanaugh marcada para sexta-feira

A decisão de não entrevistar Ford nem Kavanaugh, entre outros, “levanta preocupações sérias de que esta não é uma investigação credível”, criticou a democrata mais destacada na comissão de Justiça, Dianne Feinstein. Por seu lado, os republicanos afirmam que a verificação de antecedentes conduzida pelo FBI foi uma concessão aos democratas e aos republicanos indecisos.

Os senadores republicanos Jeff Flake, Susan Collins e Lisa Murkowski afirmaram que o relatório seria um fator importante na sua decisão de confirmar ou não Kavanaugh como o novo juiz do Supremo. Na noite de quarta-feira, o líder da maioria republicana no Senado, Mitch McConnell, marcou a votação de confirmação do juiz para esta sexta-feira.

Os republicanos têm uma maioria estreita de 51 contra 49 democratas no Senado, pelo que dois chumbos do lado republicano comprometem automaticamente a confirmação. Em caso de empate, o vice-presidente Mike Pence votará a favor de Brett Kavanaugh no Supremo Tribunal dos EUA.