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Não expressou “qualquer remorso”: italiano que disparou contra seis imigrantes africanos condenado a 12 anos

NurPhoto/Getty

Luc Traini, que mantinha ligações a vários grupos de extrema-direita, tinha tentado concorrer às eleições locais pela Liga do Norte, sem sucesso

O italiano de extrema-direita que tinha sido preso por ter disparado contra vários imigrantes foi esta quarta-feira condenado a 12 anos de prisão. Luc Traini, de 28 anos, foi preso na cidade de Macerata, na costa leste de Itália, no início de fevereiro de 2018, depois de o tiroteio ter feito seis feridos. Segundo a imprensa italiana, a sentença terá sido agravada por ter ficado provado o “ódio racial” de Traini.

Na altura em que foi preso, as autoridades italianas disseram que Traini estava “perfeitamente lúcido e determinado, consciente do que fez” e não expressou “qualquer remorso” por ter ferido seis cidadãos de diferentes países africanos com o seu violento ataque. Os cinco homens e uma mulher feridos por Traini, que disparou de um carro que guiou mais de duas horas, são originalmente da Nigéria, Gana, Gâmbia e Mali.

Na altura, os jornais italianos identificaram Traini como um frustrado candidato às listas da Liga do Norte, um partido anti-imigração italiano. A agência pública de notícias italiana, a Ansa, escreveu que Traini tinha estado ligado, antes de tentar concorrer às eleições locais, a partidos fascistas como o Forza Nuova e o CasaPound.

Além de uma cópia do livro “Mein Kampf”, de Adolf Hitler, a polícia encontrou vários objetos de propaganda fascista em sua casa. A fotografia publicada pela polícia mostra Traini com uma tatuagem neonazi na testa e uma bandeira de Itália à volta do pescoço.

Michele Roberti, o comandante da polícia em Macerata, disse, depois de Traini já ter sido preso, que os seus “atos loucos” podiam ter sido uma vingança contra o assassinato de uma adolescente uns dias antes, alegadamente cometido por um nigeriano.