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Mulher do ex-PM da Malásia detida em caso de corrupção

SADIQ ASYRAF/GETTY

Rosmah Mansor foi detida após ser interrogada pela terceira vez por alegado desvio de dinheiro de um fundo estatal para as contas bancárias privadas do casal.

A mulher do antigo primeiro-ministro da Malásia Najib Razak foi esta quarta-feira detida no âmbito de um caso de corrupção que envolve um fundo de investimento público e que já levou à detenção do marido, anunciou a agência anticorrupção.

Segundo um comunicado da agência, citado pelos media locais, Rosmah Mansor foi detida após ser interrogada pela terceira vez por alegado desvio de dinheiro do fundo estatal 1Malaysia Development Berhad (1MDB) para as contas bancárias privadas do casal.

O ex-primeiro-ministro Najib, 65 anos e que esteve no poder entre 2009 e 2018, foi também esta quarta-feira ouvido pela polícia.

Najib saiu na sexta-feira em liberdade condicional após ser detido a 19 de setembro no quadro da investigação sobre o escândalo financeiro da 1MDB e a alegada transferência de 681 milhões de dólares (581,6 milhões de euros) para a sua conta pessoal.

Nessa altura, declarou-se inocente em relação a todas as 25 acusações com que foi confrontado – quatro por corrupção e 21 por branqueamento.

Espera-se que o ex-primeiro-ministro receba novas acusações, que se somarão às 32 que já acumulou no caso do 1MDB, fundo que o próprio criou em 2009 e presidiu até 2016.

O escândalo e as suspeitas de desvio de grandes somas daquele fundo de investimento pelo ex-primeiro-ministro e aliados desempenharam um papel chave na derrota nas eleições de maio da coligação dirigida por Najib face à aliança do primeiro-ministro Mahathir Mohamad.

O novo Governo anunciou que pretendia recuperar os fundos desviados da 1MDB, criada em 2009 por Najib para promover o desenvolvimento económico do país.

Desde que deixou a chefia do Governo, Najib já foi detido duas vezes e depois libertado sob fiança, acusado de vários crimes ligados ao presumível desvio de cerca de 10 milhões de dólares (8,5 milhões de euros) de uma antiga entidade do fundo 1MDB.

O Departamento de Justiça norte-americano, que procura recuperar bens adquiridos ilegalmente, calcula que 4,5 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros) foram desviados daquele fundo.