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Austrália pode tornar-se o primeiro país a “eliminar” cancro cervical

Joe Raedle/getty

O país já tem uma das mais baixas taxas de incidência deste tipo de cancro em todo o mundo

A Austrália pode vir a tornar-se o primeiro país a eliminar a incidência de cancro cervical, provocado, entre outras coisas, pelo vírus Papiloma Humano (HPV). Este é um vírus contagioso transmitido sexualmente e, segundo os últimos dados, a grande maioria da população adulta já foi infetada pelo HPV. Ainda assim, nem todos os subtipos de HPV provocam cancro (os mais perigosos são os subtipos 16 e 18). Se a vacinação, os programas de prevenção e a monitorização continuarem nos níveis em que se encontram neste momento, a Austrália pode vir a erradicá-lo.

A BBC escreve que a doença pode vir a desaparecer da lista de “ameaças à saúde pública” nos próximos 20 anos. Em 2022 será classificada, de acordo com as previsões das autoridades australianas, como um “cancro raro”, já que deverá afetar, por essa data, menos de seis pessoas em cada 100 mil. Em 2035, essa taxa poderá baixar para quatro.

Este é quarto tipo de cancro mais frequente entre as mulheres e tem ainda uma alta taxa de mortalidade, segundo a Organização Mundial de Saúde. Atualmente, na Austrália, há cerca de sete casos por cada 100 mil pessoas, cerca de metade da taxa de incidência mundial.

“Independentemente de qual seja o patamar onde situemos a potencial eliminação do cancro cervical, é provável que seja a Austrália o primeiro país a consegui-lo devido à nossa baixa incidência da doença e aos nossos programas de prevenção, que são muito fortes”, disse à BBC Megan Smith, uma das investigadoras do Conselho para o Estudo do Cancro da Austrália.

Há quase 30 anos, a Austrália começou o seu programa de testes para a doença e, em 2007, o país tornou-se um dos primeiros a introduzir um programa de vacinação contra o HPV para as raparigas, depois estendido também à população masculina.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, nove em cada dez mortes relacionadas com este cancro acontecem em países de médio a médio-baixo rendimento.