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Expresso

Internacional

Amazon aumenta salário mínimo para 15 dólares/hora

Linha de produção da Amazon na Índia

ABHISHEK N. CHINAPPA / Reuters

Uma medida para acalmar os críticos, ganhar o favor dos políticos e garantir a satisfação da mão-de-obra na época festiva

Cristina Peres

Cristina Peres

Jornalista de Internacional

O aumento visa acalmar os críticos à forma como são tratados os empregados dos armazéns mais azafamados do planeta e satisfazer a mão-de-obra, que terá de fazer frente à competição e ao aumento das vendas na época das festas norte-americanas.

A Amazon aumentou para 15 dólares a hora (cerca de 13 euros) de todos os empregados norte-americanos com efeito a partir de 1 de novembro. A medida vai abranger mais de 250 mil dos empregados efetivos, o equivalente a mais de 40% da sua força de trabalho global, e ainda outros mais de 100 mil trabalhadores sasonais, segundo o “Wall Street Journal”.

Analistas consideram que a vantagem política da medida e a manobra de charme compensam largamente o investimento da Amazon, uma empresa com valor de mercado da ordem do bilião de dólares que teve uma faturação de 178 mil milhões de dólares em 2017 (cerca de 154 mil milhões de euros).

“Ouvimos os nossos críticos, pensámos muito no que queremos fazer e decidimos que queremos liderar”, declarou Jeff Bezos, o chefe executivo da Amazon, num comunicado em que se declarava “animado com a mudança” e a possibilidade de “encorajar a competição e outros grandes empregadores” a seguirem as medidas da Amazon.

A administração Trump aproveitou para louvar a medida, apesar de o Presidente ser um detrator da Amazon. O seu principal conselheiro económico, Larry Kudlow, declarou aos media na Casa Branca: “Bom para eles. Sou a favor de salários mais altos”.

Entretanto, políticos a nível estatal estão a tentar aumentar o valor da hora de trabalho. A Califórnia é um deles e vai passar essa unidade de trabalho para 15 dólares em 2022.