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Presidente de França trava demissão de ministro do Interior

ALBERTO PIZZOLI/AFP/Getty Images

Em setembro, Gérard Collomb anunciou a sua saída do Governo após as eleições europeias de maio de 2019 para se apresentar, no ano seguinte, às eleições municipais de Lyon. Desde então, várias vozes se levantaram para exigir a demissão imediata do ministro. Entre o final de agosto e o início de setembro, demitiram-se os ministros do Ambiente e do Desporto

O ministro francês do Interior, Gérard Collomb, apresentou esta segunda-feira a sua demissão mas o Presidente Emmanuel Macron recusou-a. “Face aos ataques a que o ministro tem sido sujeito desde que confirmou que seria candidato, quando chegasse a hora, a presidente da Câmara de Lyon, o Presidente da República renovou a sua confiança nele e pediu-lhe que continuasse totalmente mobilizado na sua missão para a segurança dos franceses”, informou o Palácio do Eliseu.

Em setembro, Collomb anunciou a sua saída do Governo após as eleições europeias, agendadas para maio de 2019, para se apresentar no ano seguinte às eleições municipais de Lyon. Desde então, várias vozes se levantaram para exigir a demissão imediata do ministro, que tem 71 anos. Na segunda-feira, o antigo eurodeputado ecologista Daniel Cohn-Bendit disse que Collomb tinha “direito à reforma”. “Deixem-no abandonar o ministério, deixem-no cuidar dos seus netos, das margaridas”, disse.

Segundo o jornal “Le Figaro”, o ministro, que criticou publicamente a falta de humildade e de capacidade de escutar do Executivo, apresentou a demissão ao chefe de Estado ao final do dia. Collomb disse ao jornal que não queria que o Ministério fosse desestabilizado por uma decisão política que lhe dizia respeito, ou seja, a escolha de voltar a concorrer à autarquia de Lyon, que presidiu durante 16 anos antes de ser nomeado ministro do Interior, em maio de 2017.

De acordo com uma fonte próxima do Executivo, o cenário de uma saída rápida de Collomb não foi seriamente considerado por Macron nem pelo primeiro-ministro Édouard Philippe, pouco mais de um mês após as demissões dos ministros do Ambiente, Nicolas Hulot, e do Desporto, Laura Flessel.