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Luzes apagadas, rosas, silêncio e lágrimas um ano após pior tiroteio da história dos EUA

Ethan Miller/GETTY

Ao longo de três minutos foram lidos os nomes das vítimas, entre lágrimas e homenagens, próximo da hora em que há um ano Stephen Paddock abriu a janela de um quarto do Mandala Bay Hotel, em Las Vegas, e disparou contra centenas de pessoas que se encontravam num festival de música country

Luzes apagadas, rosas, silêncio e lágrimas marcaram o primeiro aniversário do pior tiroteio da história dos EUA, que ocorreu há um ano no Route 91 Harvest Festival. A Avenida Las Vegas Strip, onde ficam localizados a maioria dos hotéis e casinos daquela cidade norte-americana, diminuiu a iluminação na última noite em homenagem às vítimas do massacre.

Durante três minutos, as principais atrações da zona apagaram as suas luzes em memória das 58 pessoas que morreram no dia 1 de outubro de 2017, depois de um atirador ter disparado indiscriminadamente contra a multidão que assistia a concertos de música country.

Ao longo de 180 segundos foram lidos os nomes das vítimas, entre lágrimas e homenagens, próximo da hora em que há um ano Stephen Paddock abriu a janela de um quarto do Mandala Bay Hotel, em Las Vegas, e disparou contra centenas de pessoas que se encontravam no festival de música, matando 58 e ferindo mais de 400 pessoas.

Este momento foi antecedido por outras cerimónias de tributo às vítimas do tiroteio, uma vigília junto da autarquia da cidade e uma homenagem protagonizada por familiares e feridos, que colocaram rosas, desenhos e mensagens num jardim no centro da cidade para assinalar o primeiro aniversário da tragédia.

As bandeiras dos EUA voltaram a ser colocadas em meia haste no estado norte-americano do Nevada, assinalando luto pelas vítimas. “O povo de Nevada nunca esquecerá este dia trágico e contará com as vítimas do Route 91 Harvest Music Festival nos seus pensamentos e orações”, declarou o governador do estado de Nevada, Brian Sandoval, citado pelos media locais.

Também Jim Murren, presidente executivo do MGM Resorts International, cadeia que detém o hotel em que estava hospedado o atirador, recordou aquele que considera ter sido um “ato de terror que nunca será esquecido, nem compreeendido”, sublinhando ue o dia 1 de outubro será sempre um dia de homenagem e reflexão.

Há um ano Stephen Paddock, de 64 anos, alugou um quarto no Mandala Bay Hotel, em Las Vegas e abriu a janela, tendo disparado indiscriminadamente mais de mil balas durante 11 minutos contra centenas de pessoas que assistiam ao Route 91 Harvest Music Festival, um festival de música country.

Passados 10 meses de investigação, as autoridades ainda não conseguiram descobrir as motivações do atirador, que não teria ligações a grupos terroristas apesar do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) ter reivindicado a autoria do ataque.