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Internacional

Kavanaugh. Trump nega restrições a investigação do FBI no dia em que conselheira disse ser vítima de abuso sexual

Mario Tama/Getty Images

Presidente dos EUA desmente relatos de que estaria a limitar as pessoas que poderiam ser ouvidas no âmbito da investigação. Vários meios de comunicação noticiaram que a Casa Branca não queria que uma das acusadoras fosse ouvida. A conselheira presidencial Kellyanne Conway revelou entretanto ter sido vítima de abuso sexual no passado

A Administração Trump negou este domingo que esteja a limitar a investigação do FBI sobre as alegações de conduta sexual imprópria contra Brett Kavanaugh, o nome indicado pelo Presidente Donald Trump para o Supremo Tribunal de Justiça. Os democratas mostraram-se preocupados com relatos nos media americanos de que a Casa Branca estaria a determinar quem poderia ser entrevistado no âmbito da investigação.

Trump ordenou a investigação na sexta-feira a pedido da comissão de Justiça do Senado, que na véspera ouvira o juiz Kavanaugh e a primeira mulher a acusá-lo de abusos sexuais, Christine Blasey Ford. O juiz nega as alegações e também as mais recentes, entretanto feitas por mais três mulheres. A investigação está a atrasar a votação final de Kavanaugh para o Supremo.

Durante o fim de semana, vários meios de comunicação dos EUA noticiaram que a Casa Branca estava a restringir o espectro da investigação, designadamente por não querer que uma das acusadoras, Julie Swetnick, fosse ouvida. Trump negou a imposição de quaisquer restrições, dizendo que quer que o FBI “entreviste quem eles julgarem apropriado”.

“A NBC News noticiou incorretamente (como de costume) que eu estava a limitar a investigação do FBI ao juiz Kavanaugh e a testemunhas, mas apenas a certas pessoas. Na verdade, eu quero que eles entrevistem quem julgarem apropriado, de acordo com o seu critério. Por favor, corrijam as vossas notícias!”, escreveu no Twitter.

A senadora Dianne Feinstein, a democrata mais destacada na comissão de Justiça, exortou a Casa Branca a divulgar a diretiva escrita, enviada pelo Presidente Trump, que deu início à investigação do FBI.

Kellyanne Conway, conselheira do Presidente Trump

Kellyanne Conway, conselheira do Presidente Trump

Mark Wilson/Getty Images

No domingo, a conselheira presidencial Kellyanne Conway revelou ter sido vítima de abuso sexual no passado. “Sinto-me muito empática, francamente, com vítimas de agressão sexual, assédio sexual e violação. Eu sou vítima de agressão sexual”, disse na CNN.

Conway acrescentou que todas as mulheres que alegam ter sido vítimas de Kavanaugh devem ser ouvidas. “Devem ser ouvidas nos tribunais, devem ser ouvidas em audiências, devem ser ouvidas nos procedimentos. Mas tratamos as pessoas de forma diferente, sejam elas vítimas ou perpetradoras, com base na sua orientação política e no seu género. Isto é um grande erro”, disse.

Virando-se diretamente para as câmaras, repetiu: “América, isto é um grande erro.”