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Autoridades indonésias abrem vala comum para enterrarem os mortos do sismo e tsunami

JEWEL SAMAD/GETTY

A maioria das vítimas registou-se em Palu, cidade com cerca de 350.000 habitantes na costa oeste de Celebes

As autoridades indonésias começaram esta segunda-feira a enterrar numa vala comum centenas de mortos na cidade de Palu, na ilha de Celebes, na sequência de um terramoto de magnitude 7,5 seguido de tsunami que abalou a ilha na sexta-feira.

O porta-voz da Agência de Gestão de Desastres Nacional (BNPB), Sutopo Purwo Nugroho, afirmou hoje que a vala comum foi aberta para prevenir a disseminação de epidemias.

A maioria das vítimas registou-se em Palu, cidade com cerca de 350.000 habitantes na costa oeste de Celebes, havendo também registo de mortes em Dongalla.

O Governo indonésio, liderado por Joko Widodo, pediu esta segunda-feira ajuda internacional. Joko Widodo "permitiu que aceitássemos ajuda internacional de emergência para responder ao desastre", disse Tom Lembong, funcionário do Governo, enquanto dezenas de agências humanitárias e organizações não-governamentais afirmaram estar prontas a prestar assistência de emergência.

As equipas de resgate continuam a procurar sobreviventes e mais vítimas nos escombros de edifícios demolidos, mas as falhas nas comunicações têm dificultando os trabalhos das equipas de busca e salvamento no terreno.

As agências internacionais falam em centenas de feridos a receber tratamento médico em tendas improvisadas no exterior e mais de 16 mil deslocados.

As autoridades indonésias reabriram no domingo o aeroporto de Palu, o que vai acelerar a chegada de ajuda humanitária.

A Indonésia assenta sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde, em cada ano, se registam cerca de 7000 terramotos, a maioria moderados.

Entre 29 de junho e 19 de agosto, pelo menos 557 pessoas morreram e quase 400.000 ficaram deslocadas devido a quatro terramotos de magnitudes compreendidas entre 6,3 e 6,9, que sacudiram a ilha indonésia de Lombok.