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Eleições no Brasil: Bolsonaro e Haddad em empate técnico

O candidato do PP, Fernando Haddad, está a subir nas sondagens

Fernando Bizerra Jr.

Fernando Haddad, o candidato apoiado por Lula da Silva, aproxima-se de Jair Bolsonaro, o militar reformado que é porta-estandarte da direita brasileira. A mais recente sondagem mantém Haddad em segundo lugar, mas dentro de uma margem de erro que poderá dar-lhe a vitória na primeira volta. Na madrugada deste domingo os candidatos terão um debate televisivo

Pela primeira vez na corrida às eleições presidenciais no Brasil, que terão lugar dentro de uma semana (domingo, dia 7), Jair Bolsonaro, que tem liderado as sondagens com margem folgada, corre o risco de não vencer a primeira volta. A surpresa vem do resultado de Fernando Haddad, do PT (de Lula da Silva), o candidato que mais tardiamente surgiu a disputar a presidência do Brasil.

Segundo um inquérito de opinião do instituto MDA, encomendado pela Confederação Nacional do Transporte, Haddad alcança 25,2% das intenções de voto, somente menos três pontos percentuais do que Bolsonaro, que continua a ser o preferido dos brasileiros com 28,2%.

Contudo, nunca a distância foi tão pequena entre Bolsonaro e qualquer outro dos candidatos. De tal modo que a diferença cai dentro da margem de erro da sondagem (feita a 2002 pessoas). Isto torna possível a Haddad derrotar dentro de uma semana o homem que corporiza os anseios da direita brasileira, e que tem reavivado algum do ideário da ditadura militar.

Cada vez mais longe de Bolsonaro e de Haddad, e quase sem hipóteses de passarem à segunda volta, estão os restantes candidatos. A sondagem deste domingo deixa Ciro Gomes, de centro-esquerda, em terceiro lugar (com 9,4%), tecnicamente empatado com Geraldo Alckmin, de centro direita (com 7,3%). Mais nenhum concorrente chega sequer à fasquia dos 5%.

Líder da IURD apoia Bolsonaro

Os candidatos terão na madrugada deste domingo (hora portuguesa) um debate na TV Record, não se sabendo se o mesmo contará com Bolsonaro. Este, que se tem destacado por um discurso neofascista, teve no sábado alta do hospital, onde esteve 23 dias internado, após ter sofrido um atentado (facada no abdómen).

Num dia em que teve muitos milhares de brasileiros na rua em sua defesa (numa resposta aos protestos da véspera, de sinal contrário), Bolsonaro recebeu da TV Record um boa notícia: Edir Macedo, que é simultaneamente o proprietário da emissora e o bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, declarou o seu apoio ao capitão do Exército reformado.

Em 2010, Edir Macedo apoiou Dilma Rousseff, quando a sucessora de Lula foi eleita pela primeira vez.