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Internacional

Sobe para 420 o número de mortos após sismos e tsunami na Indonésia

A última atualização feita pelas autoridades indica que subiu para 420 o número de vítimas mortais nos sismos e no tsunami que atingiram a Indonésia. O balanço foi atualizado pela agência de gestão de catástrofes. As autoridades locais falam em centenas de feridos e de desaparecidos. E os números deverão aumentar

O número de mortos na sequência dos sismos, seguidos de tsunami, que abalaram na sexta-feira a ilha de Celebes, na Indonésia, subiu para 420, de acordo com um novo balanço das autoridades locais.

“Este é o número registado apenas em Palu [capital da província Celebes Central]. Não inclui o número de mortos nos distritos de Donggala e Sigi”, afirmou o diretor da Agência Nacional de Gestão de Desastres (BNPB, sigla em inglês), Wilem Rampangilei, em declarações à agência de notícias indonésia, Antara.

De acordo com o responsável, não há ainda dados relativos ao número de vítimas naqueles dois distritos devido às falhas nas comunicações.

“Até hoje à noite, dez mil pessoas deslocadas foram alojadas em 50 locais na cidade de Palu. Foi-lhes dado abrigo, comida e medicamentos”, disse.

As autoridades na Indonésia tinham elevado hoje para 384 o número de mortos na série de terramotos e tsunamis que atingiram a ilha de Celebes na sexta-feira e que também causaram uma extensa destruição. Há ainda pelo menos 540 feridos e 29 desaparecidos, de acordo com dados provisórios.

A maioria das vítimas registou-se em Palu, cidade com cerca de 350.000 habitantes na costa oeste de Celebes, indicou Sutopo Purwo Nugroho, porta-voz da agência de catástrofes, que pediu hoje, em conferência de imprensa em Jacarta, “pessoal, voluntários e equipamento específico” para ajudar nas operações de socorro e limpeza.

A catástrofe deixou mais de mil edifícios destruídos ou danificados e a missão mais importante agora é restabelecer a luz e as comunicações.

Técnicos de telecomunicações e transporte aéreo, que chegaram esta manhã ao aeroporto de Palu, já estão a trabalhar na reparação de algumas instalações elétricas danificadas.

O aeroporto de Palu, que opera voos nacionais, está encerrado desde sexta-feira, após os danos causados pelo sismo, que também afetou pontes, hospitais e portos.

Estão a funcionar os aeroportos de Poso, Toli-Toli, Luwuk Bangai e Mamuju, todos na mesma região.

Entretanto, a União Europeia (UE) ativou o sistema de mapas por satélite através do programa Copernicus, para apoiar as autoridades indonésias nos esforços de resgate.

A Indonésia assenta sobre o chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma zona de grande atividade sísmica e vulcânica onde, em cada ano, se registam cerca de 7.000 terramotos, a maioria moderados.

Entre 29 de junho e 19 de agosto, pelo menos 557 pessoas morreram e quase 400.000 ficaram deslocadas devido a quatro terramotos de magnitudes compreendidas entre 6,3 e 6,9, que sacudiram a ilha indonésia de Lombok.

O alvorecer revelou um litoral devastado no centro de Celebes (Sulawesi, em indonésio), onde um tsunami de três metros de altura, desencadeado por um terramoto de magnitude 7,5 atingiu duas cidades (Palu e Donggala) e várias povoações.

Palu, a capital da província de Celebes, onde vivem 380 mil pessoas, estava repleta de escombros. Uma mesquita fortemente danificada pelo terramoto estava parcialmente submersa. Um centro comercial da cidade foi completamente destruído.

A cidade é construída em torno de uma baía estreita que aparentemente ampliou a força das águas do tsunami enquanto estas corriam para a sua apertada entrada.

BASARNAS HANDOUT

Um repórter da agência de notícias France-Presse viu corpos parcialmente cobertos por lonas e um homem a carregar uma criança morta, através dos destroços.

Na cidade vizinha de Donggala, uma grande ponte com arcos amarelos que atravessavam um rio costeiro, desmoronou.

A TV indonésia mostrou um vídeo filmado através de um telemóvel no qual se vê de uma forte onda que atingiu Palu ao entardecer, com pessoas a gritar e a correr, assustadas.

Os municípios de Palu e Donggala, na ilha de Celebes, foram aqueles que sofreram maior impacto do sismo e do tsunami que destruíram também as comunicações e a rede elétrica.

Técnicos de telecomunicações e transporte aéreo chegaram nesta manhã num helicóptero militar ao aeroporto Mutiara de Palu, que foi fechado na sexta-feira, depois de ter sido danificado pelo terramoto, disse Sutopo Purwo Nugroho.

Dois sismos abalaram a ilha indonésia de Celebes, com magnitudes de 6,1 e 7,5.

O sismo mais forte, às 18:02 locais (11:02 em Lisboa), de sexta-feira, ocorreu a uma profundidade de 10 quilómetros, e a 56 quilómetros a nordeste de Donggala, na ilha de Celebes, segundo o centro geológico norte-americano (USGS, na sigla em inglês).

A Indonésia é frequentemente afetada por sismos por se encontrar no "Anel de Fogo do Pacífico", um círculo de vulcões e falhas sísmicas na bacia do Pacífico.

Os terramotos que assolaram a ilha indonésia de Lombok no final de julho e em agosto já tinham causado pelo menos 555 mortos e cerca de 1.500 feridos.

A ilha turística perto de Bali, no sul da Indonésia, foi atingida por dois fortes terramotos a 29 de julho e a 05 de agosto, seguidos por réplicas, e de um novo sismo de magnitude 6,9​a 19 de agosto.

Em dezembro de 2004, um sismo de magnitude 9,1 ao largo de Sumatra, no oeste da Indonésia, provocou um tsunami que matou 230 mil pessoas numa dezena de países.