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Internacional

UE avança com mais cinco milhões de apoio para os rohingya em Myanmar

Esta ajuda de cinco milhões de euros acresce a outros 40 milhões anunciados pela UE em maio passado com o fim de responder à crise humanitária dos rohingya

A União Europeia anunciou uma ajuda no valor de 5 milhões de euros para os rohingya e outras minorias étnicas nos estados de Rakáin, Kachin e Shan, disseram fontes da delegação europeia em Myanmar.

"A União Europeia está empenhada em ajudar as comunidades vulneráveis que vivem em Myanmar, que sofreram devido a conflitos prolongados no país", disse, em comunicado, Christos Stylianides, Comissário Europeu para Ajuda Humanitária e Gestão de Crises.

"A nossa assistência chegará aos mais vulneráveis, que foram deslocados pela violência, e àqueles que não podem voltar para suas casas", acrescentou o Comissário, que defendeu o direito de acesso "sem restrições" a todas as zonas do país com população vulnerável.

Esta ajuda de cinco milhões de euros acresce a outros 40 milhões anunciados pela UE em maio passado para responder à crise humanitária dos rohingya, uma minoria muçulmana em Myanmar e no vizinho Bangladesh.

Esta segunda ajuda fornecerá acomodação, acesso a água potável e cuidados de saúde para os rohingya em Rakayin (oeste) e outras minorias em Kachin e Shan (nordeste), no meio das monções que ameaçam com chuvas torrenciais os campos de deslocados já superlotados.

Mais de 100 mil pessoas estão deslocadas em Kachin e Shan desde 2011, devido ao conflito entre o exército e várias guerrilhas de minorias étnicas, incluindo o exército para a Independência de Kachin.

O exército foi acusado pela Organização das Nações Unidas (ONU) de fazer uma limpeza étnica com sinais de genocídio contra os rohingya.

Uma operação militar em resposta a um ataque de milicianos rohingya em 2017 causou a morte de cerca de 10 mil pessoas e o êxodo para o Bangladesh de cerca de 725 mil nos meses seguintes, de acordo com um relatório de especialistas das Nações Unidas.

Segundo a UE, cerca de 600.000 rohingya permanecem em aldeias ou campos para deslocados, sem liberdade de movimento e com acesso limitado a alimentos, serviços de saúde e educação.

Myanmar não reconhece a cidadania dos rohingyas, que considera serem principalmente imigrantes bengalis, e nem são considerados nacionais no Bangladesh, o que os torna apátridas.