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Internacional

Proposta de Orçamento italiano quer “abolir a pobreza” mas entra em choque com Bruxelas

Giuseppe Conte no centro, Luigi Di Maio à esquerda e Matteo Salvini à direita

Antonio Masiello/Getty Images

As duas forças políticas que compõem o Governo populista anunciaram que o défice orçamental tinha ficado estabelecido em 2,4% do PIB. O ministro da Economia pretendia reduzir os gastos para evitar aumentar a já elevada dívida italiana. Mas o 5 Estrelas e a Liga insistiram em cumprir a promessa eleitoral do rendimento mínimo garantido para os pobres

“De maneira decisiva, com esta lei orçamental, aboliremos a pobreza”, disse o vice-primeiro-ministro italiano e líder do Movimento 5 Estrelas, Luigi Di Maio, antes da reunião desta quinta-feira com os parceiros governamentais da Liga. O Executivo populista chegou a acordo sobre os gastos inscritos no seu primeiro Orçamento do Estado, em claro desafio a Bruxelas.

Um comunicado conjunto das duas forças políticas anunciou que o défice orçamental tinha ficado estabelecido em 2,4% do Produto Interno Bruto (PIB). O acordo seguiu-se a uma disputa com o ministro da Economia e das Finanças, Giovanni Tria, que pretendia reduzir os gastos para evitar aumentar a já elevada dívida italiana.

O ministro, que não é afiliado de nenhum dos partidos da coligação governamental, terá partido para as negociações com a proposta de fixar os gastos em cerca de 1,6% do PIB, ainda mais abaixo do limite de 3% imposto pela União Europeia (UE). Contudo, os parceiros governamentais insistiram em libertar mais dinheiro e cumprir a promessa eleitoral do rendimento mínimo garantido para os pobres.

Os planos têm agora de ser aprovados pelo Parlamento em outubro mas já abriram uma frente de combate com a UE.