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Internacional

Oito mortos em explosão de engenhos que atingiu veículos militares no Mali

MICHELE CATTANI/Getty

O “ataque terrorista isolado” ocorreu entre Bambara-Maoudé e Douentza, duas localidades situadas na fronteira territorial de Tombouctou e Mopti, de acordo com um comunicado do ministério maliano.

Sete soldados das forças armadas do Mali e um condutor civil foram mortos na quarta-feira, no centro do país, quando dois veículos de uma missão de escolta foram atingidos por explosivos improvisados, comunicou nesta quinta-feira o Ministério da Defesa. O "ataque terrorista isolado" ocorreu entre Bambara-Maoudé e Douentza, duas localidades situadas na fronteira territorial de Tombouctou (norte) e Mopti (centro), de acordo com um comunicado do ministério maliano.

O Governo "encoraja das forças armadas a prosseguir com a sua missão de proteção" de todo o território do Mali, que continua a ser atingido pela violência 'jihadista', apesar de cinco anos de operações militares internacionais.

Hoje, 120 paraquedistas do contingente francês foram lançados na região de Ménaka, zona particularmente instável do nordeste do Mali, no quadro da Operação Barkhane, contra os 'jihadistas', segundo o Estado-Maior de França. Esta operação aerotransportada "permite completar o dispositivo destacado na região", próxima da fronteira com o Níger, "onde se encontram já forças malianas e uma companhia da Operação Barkane", sublinhou o coronel Steiger. "Combinámos diferentes capacidades para criar um efeito de surpresa junto dos grupos armados terroristas e para mostrar à população que podemos corresponder rapidamente", disse.

Desde o primeiro trimestre de 2012 que o norte do Mali foi tomado por grupos 'jihadistas' ligados à Al-Qaida, depois da derrota do exército maliano numa rebelião dominada inicialmente pelos tuaregues. Os 'jihadistas' foram em grande parte expulsos ou dispersos após o lançamento, em janeiro de 2013, por iniciativa de França, de uma intervenção militar, que ainda está em andamento.

Áreas inteiras estão fora do controlo das forças do Mali, da França e das Nações Unidas, regularmente alvo de ataques mortais, apesar da assinatura, em 2015, de um acordo de paz, supostamente com o objetivo de isolar os 'jihadistas'. Desde 2015, esses ataques espalharam-se para o centro e sul do Mali e o fenómeno está a espalhar-se para os países vizinhos, particularmente Burkina Faso e Níger.