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MNE confirma libertação dos portugueses e lusodescendentes na Venezuela

“Confirma-se que foram libertados os 34 gerentes de supermercados que tinham sido detidos, entre os quais sete de nacionalidade portuguesa”, disse ao Expresso uma fonte oficial

O Ministério dos Negócios Estrangeiros confirmou esta tarde a libertação dos sete portugueses e lusodescendentes que tinham sido detidos na Venezuela, na sexta-feira. A notícia foi avançada esta manhã pela SIC Notícias.

“Confirma-se que foram libertados os 34 gerentes de supermercados que tinham sido detidos, entre os quais sete de nacionalidade portuguesa”, disse ao Expresso uma fonte oficial do MNE.

Na terça-feira, o ministro dos Negócios Estrangeiros afirmou que tinha "informações” de que estaria a haver “desenvolvimentos" relativamente à situação dos portugueses e lusodescendentes detidos na Venezuela e que aguardava uma confirmação.

"Estou a confirmar esses desenvolvimentos e, logo que tenha a confirmação, essa informação será divulgada publicamente", declarou então Augusto Santos Silva aos jornalistas, em Nova Iorque.

Sem revelar quais as informações de que dispunha, o ministro disse na altura que "ainda” estavam desencontradas, que ainda não podia confirmá-las com toda a certeza, e acrescentou: "Aguardemos para ver se esses desenvolvimentos se confirmam".

O ministro dos Negócios Estrangeiros falava no final de uma reunião informal da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), à margem da 73.ª sessão da Assembleia-Geral da ONU.

Questionado sobre a situação dos portugueses e lusodescendentes que foram presos na Venezuela, Santos Silva referiu que no encontro de segunda-feira com o homólogo venezuelano, em Nova Iorque, ficou acertado "que haveria o acesso imediato das autoridades portuguesas aos cidadãos portugueses que estão detidos".

"Em consequência, a embaixada portuguesa já apresentou as respetivas notas verbais, pedindo esse acesso imediato, e outra pedindo que o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas na sua próxima deslocação à Venezuela possa também visitar as pessoas que estão detidas", adiantou na segunda-feira.

* Notícia atualizada às 15h53 com a confirmação do MNE