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Internacional

Tribunal no Vietname condena ativista a 27 meses de prisão por insultos ao regime

NurPhoto/Getty Images

Doan Khanh Vinh Quang, de 42 anos, foi condenado pelo "abuso da liberdade democrática para infringir os interesses legítimos do Estado". A sentença foi decretada na segunda-feira pelo Tribunal Popular no distrito de Ninh Kieu, província de Can Tho

Um tribunal do Vietname condenou um ativista a 27 meses de prisão por publicações na rede social Facebook que continham insultos ao Partido Comunista e ao Governo, e nas quais se apelava a protestos contra o regime.

Doan Khanh Vinh Quang, de 42 anos, foi condenado pelo "abuso da liberdade democrática para infringir os interesses legítimos do Estado", noticiou esta terça-feira a agência de notícias do Vietname.

A sentença foi decretada na segunda-feira pelo Tribunal Popular no distrito de Ninh Kieu, província de Can Tho, depois de um julgamento que durou um dia.

Segundo os juízes, as ações de Quang "ativamente encorajaram forças hostis e reacionárias de dentro e fora do país" que querem derrubar o partido e o governo.

A condenação ocorre quando as autoridades comunistas intensificam a repressão a qualquer voz divergente no país. Quang foi terceiro ativista a ser preso numa só semana, por acusações semelhantes.

No sábado, Nguyen Hong Nguyen e Truong Dinh Khang foram condenados por insultarem o Partido Comunista e os seus líderes, incluindo o falecido Presidente fundador Ho Chi Minh, tendo sido condenados a dois anos e a um ano de prisão, respetivamente, em casos separados.

Apesar das reformas económicas nos últimos 30 anos, que abriram o Vietname ao investimento estrangeiro e ao comércio, que o tornaram numa das economias da região em que se regista um maior crescimento, o Partido Comunista continua a não tolerar qualquer desafio ao seu regime de partido único.

Alguns governos ocidentais e grupos internacionais de direitos humanos têm criticado o Vietname pela detenção de pessoas que expressam pacificamente os seus pontos de vista.

Hanói, contudo, sublinha que apenas os criminosos são colocados atrás das grades.

Cerca de 97 ativistas estavam presos em abril deste ano, segundo a Amnistia Internacional.