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Moção de censura derruba chefe do Governo sueco

reuters

Stefan Löfven é o primeiro chefe de Governo do país a ser afastado nestas condições. Um total de 204 deputados num plenário de 349 votaram contra a sua permanência no cargo. Löfven vai, no entanto, chefiar um Executivo interino durante as semanas ou meses que se demorar a encontrar um novo primeiro-ministro

O primeiro-ministro da Suécia e líder dos sociais-democratas, Stefan Löfven, perdeu esta terça-feira uma moção de censura no Parlamento, tornando-se o primeiro chefe de Governo do país a ser afastado nestas condições. Um total de 204 deputados num plenário de 349 votaram contra a sua permanência no cargo.

Segundo o jornal sueco “The Local”, o presidente do Parlamento, Andreas Norlén, deverá agora pedir a outro líder partidário para tentar formar Governo. Löfven vai, no entanto, chefiar um Executivo interino durante as semanas ou meses que se demorar a encontrar um novo primeiro-ministro.

Nenhum dos principais blocos políticos conseguiu uma maioria absoluta nas eleições de 9 de setembro. Apenas um assento separa o centro-esquerda, formado pelo Partido Social-Democrata, Partido Verde e Partido da Esquerda, do centro-direita, uma aliança constituída pelo Partido Moderado, Partido do Centro, Democratas Cristãos e Liberais.

Os Democratas Suecos são o terceiro maior grupo representado no Parlamento. Alguns deputados de direita sugeriram uma cooperação com aquele partido anti-imigração mas tanto o Partido do Centro como os Liberais já disseram que romperiam a aliança se os Democratas Suecos e os Democratas Cristãos negociassem um acordo.

Outra alternativa, avançada pelo mesmo jornal, seria a aliança de direita chegar a um compromisso com os sociais-democratas sobre as grandes questões políticas, como, por exemplo, a votação do próximo Orçamento.