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Em fuga durante 26 anos, padre americano acusado de abuso de menores é caçado em Marrocos

Santi Visalli/Getty Images

O alegado crime terá ocorrido quando Perrault era capelão da base aérea de Kirkland e no Cemitério Nacional de Santa Fé, no Estado do Novo México. Quando foi denunciado, demitiu-se das funções, fugiu, atravessou o Atlântico e estacionou em Tânger, no norte de Marrocos, onde foi professor de inglês no American Language School

Arthur Perrault, acusado de abusar repetidamente um menor de 12 anos entre 1991 e 1992, esteve fugido durante 26 anos em Marrocos. O FBI encontrou o rasto deste antigo padre de 80 anos e motivou a extradição para os Estados Unidos, que teve lugar na sexta-feira, conta o diário “El País”.

O alegado crime terá ocorrido quando Perrault era capelão da base aérea de Kirkland e no Cemitério Nacional de Santa Fé, no Estado do Novo México. Quando foi denunciado, demitiu-se das funções, fugiu, atravessou o Atlântico e estacionou em Tânger, no norte de Marrocos, onde foi professor de inglês no American Language School.

Perrault foi detido naquele país africano a 12 de outubro de 2017, graças a um mandado de prisão provisório. O ex-padre esteve em cativeiro durante quase um ano, o tempo que a extradição tardou a ganhar forma. Apesar de não haver qualquer acordo de extradição entre os dois países, o Governo marroquino autorizou que o FBI levasse Perrault de volta para território norte-americano.

Logo na sexta-feira, Perrault esteve diante de um juiz, em Albuquerque (Novo México), onde afirmou ser inocente nos sete crimes em que está acusado. Na mesma sala estavam 12 alegadas vítimas deste antigo padre. Segundo este artigo do “Albuquerque Journal”, pelo menos 38 vítimas terão dado um passo em frente para contarem as suas experiências.

“Foi preciso muita paciência e perseverança para trazer Artur Perrault de volta ao Novo México, mas o FBI e os seus parceiros estavam determinados em garantir que ele enfrentaria a justiça”, disse James C. Langenberg, o agente especial do FBI responsável pela investigação, conta outro artigo do “Albuquerque Journal”.

Arthur Perrault permanecerá sob custódia enquanto aguarda uma audiência, agendada para esta terça-feira, que poderá ditar a prisão.