Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Brexit. Afinal, Partido Trabalhista ainda admite novo referendo com opção de permanecer na UE

George Rose/Getty Images

O ministro-sombra do Brexit reafirmou que o partido não descarta a hipótese de um referendo que poderia cancelar a saída do Reino Unido da UE, depois de o ministro-sombra das Finanças ter sugerido o contrário. O Labour esteve reunido este domingo para discutir o Brexit e desse encontro surgiu um compromisso que será votado esta terça-feira

O ministro-sombra do Brexit Keir Starmer viu-se esta segunda-feira obrigado a reafirmar que o Partido Trabalhista não descarta a hipótese de um referendo que poderia cancelar a saída do Reino Unido da União Europeia (UE), depois de o ministro-sombra das Finanças John McDonnell ter sugerido o contrário.

“Não se excluiu nada, nem a decisão de permanecer como uma opção. Esse era claramente o clima da sala e, de facto, é isso que consta da proposta”, disse Starmer, referindo-se ao encontro de domingo dos trabalhistas que resultou num compromisso que será votado esta terça-feira.

McDonnell tinha sugerido antes que um novo referendo não deveria incluir uma opção para permanecer na UE. Depois da retificação de Starmer, McDonnell emendou a mão: “Estamos a deixar todas as opções em cima da mesa”. O ministro-sombra das Finanças alertou, contudo, para os riscos de uma nova votação, sugerindo que poderia dar mais força à extrema-direita.

Labour quer levar Reino Unido de volta à estaca zero, acusa May

O Partido Trabalhista já anunciou que pretende votar contra o acordo da primeira-ministra britânica Theresa May se este se assemelhar às propostas que saíram do encontro de Chequers no verão. Os ativistas pela manutenção do Reino Unido na UE têm exortado o partido a aproveitar a oportunidade para tentar reverter totalmente o Brexit.

Em reação, May escreveu no Twitter: o líder trabalhista “Jeremy Corbyn não conseguiu excluir um segundo referendo e hoje o Labour decidiu manter a porta aberta para a realização de uma nova votação. Esta abordagem levaria o Reino Unido de volta à estaca zero – traindo todos aqueles que votaram no referendo de 2016.”