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Vice-procurador-geral dos EUA Unidos coloca lugar à disposição. Investigação sobre conluio russo pode ficar sem “chefe”

Mark Wilson/Getty Images

Rod Rosenstein, vice-procurador geral dos Estados Unidos, colocou esta segunda-feira o seu lugar à disposição do Presidente, Donald Trump, depois de o "New York Times" ter escrito que Rosenstein tinha admitido evocar a "emenda 25", que permite substituir um Presidente quando ele se encontra incapacitado de exercer o cargo

O vice-procurador geral dos Estados Unidos Rod Rosenstein colocou esta segunda-feira o seu cargo à disposição depois de, durante o fim de semana, ter surgido no "New York Times" um artigo que garante que Rosenstein sugeriu invocar a “emenda 25”, que analisa a sucessão do Presidente quando este não pode executar as suas funções. Isto terá acontecido pouco tempo depois de o Presidente, Donald Trump, ter decidido demitir James Comey, ex-diretor do FBI. O mesmo jornal escreve ainda que Rosenstein defendeu, no passado, que Trump fosse gravado dentro da Casa Branca.

Não é ainda certo que a sua demissão seja aceite mas a notícia, avançada pelo "Washington Post", não é extamente a mesma que, poucos minutos antes, tinha sido publicada pela agência de notícias Associated Press. Nesta, a agência escrevia que Rosenstein poderia ser despedido - e não que se havia oferecido para abandonar a Procuradoria. É Rod Rosenstein o procurador que supervisiona a investigação ao alegado conluio entre a equipa de Trump e os russos durante a campanha para as presidenciais de novembro de 2016 e é sabido que Trump já por várias vezes se mostrou hostil ao seu trabalho.

Apesar de o próprio vice-procurador ter negado a veracidade da história do “New York Times”, o jornal “The Washington Post” escreveu, na sexta-feira à noite, que Trump tinha falado com os seus conselheiros sobre a possibilidade de despedir Rosenstein e que estes o teriam tentado dissuadir. O mesmo fez o apresentador de notícias da Fox News Sean Hannity, avisando o Presidente, de quem é bastante próximo, que despedir um procurador com ligações à "pasta Rússia" pode ser uma armadilha que servirá os inimigos de Trump que assim têm mais uma razão para o acusar de possível obstrução à Justiça.