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Internacional

Tanzânia. Naufrágio de balsa fez 224 mortos

STRINGER

Com as operações de busca dos corpos ainda em curso, o país celebrou este domingo os funerais das vítimas já resgatadas do naufrágio da balsa que naufragou no lago Vitória. Sobrelotação terá estado na origem do acidente

Com o balanço a subir para 224 mortos, a tragédia alcançou a dimensão que as autoridades temiam. Domingo realizaram-se, na Tanzânia, os funerais das vítimas do naufrágio da balsa que naufragou no lago Vitória na sexta-feira.

A cerimónia coletiva realizou-se na ilha de Ukara, frente ao local onde a embarcação se voltou. Alguns caixões foram colocados em túmulos individuais, destinados de forma simbólica aos corpos cuja identificação não foi possível. O primeiro-ministro Kassim Majaliwa esteve presente, sublinhando que as perdas humanas representam “um grande luto para toda nação”.

“O nosso país foi atingido por uma grande tragédia. Perdemos irmãos, parentes e amigos. O nosso apelo é para que nos unamos neste momento difícil”, disse.

Kassim Majaliwa adiantou também que um memorial será erguido na ilha.

Entretanto, as operações de busca dos corpos continuam, assim como os esforços para retirar a balsa da água, informou o primeiro-ministro, que atualizou o balanço oficial para 224 mortos, incluindo 126 mulheres, 71 homens e 27 crianças. Contaram-se apenas 41 sobreviventes.

Quanto às causas do acidente, as autoridades falam em sobrelotação - a embarcação transportava até três vezes a lotação permitida.

Segundo o Ministério dos Transportes, citando as informações mais recentes, a balsa tinha capacidade para apenas 101 pessoas.

Algumas testemunhas e sobreviventes dizem que vários passageiros se moveram em direção à proa na altura em que a embarcação se aproximava do cais, um movimento que a terá desequilibrado. Outros relatos apontam o dedo ao capitão, que, alegadamente distraído pelo telemóvel, falhou a manobra de aproximação, corrigindo o engano com um movimento brusco que causou o naufrágio.

Ainda na noite de sexta-feira, o Presidente da Tanzânia, John Magufuli, revelara que o capitão se ausentou, passando o comando para um subordinado inexperiente.

A sobrelotação neste tipo de embarcações tem provocado vários acidentes no país, servido por muitas embarcações já antigas e onde as autoridades poucas vezes acautelam os necessários procedimentos de segurança.