Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Paris reclama sanções contra os que bloqueiam o processo político na Líbia

MAHMUD TURKIA/Getty

Governo líbio reconhecido pela comunidade internacional exigiu à ONU que adote medidas "mais duras e mais eficazes" para proteger os civis e travar os combates à volta da capital, que desde final de agosto causaram mais de 100 mortos

O chefe da diplomacia francesa, Jean-Yves Le Drian, apelou nesta segunda-feira à comunidade internacional para que adote novas sanções contra os que estão a bloquear o processo político na Líbia. A situação atual "exige que nos tornemos mais duros face àqueles que tentam impor um 'status quo' somente para seu benefício", afirmou o ministro dos Negócios Estrangeiros francês, numa conferência de imprensa à margem da Assembleia-Geral anual da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova Iorque.

"As sanções adotadas recentemente contra um certo número de traficantes pelo Conselho de Segurança devem ser seguidas de outras sanções. Eu estou a pensar, em particular, nos membros das milícias que ameaçam Tripoli", acrescentou.

No fim de semana passado, o governo líbio reconhecido pela comunidade internacional exigiu à ONU que adote medidas "mais duras e mais eficazes" para proteger os civis e travar os combates à volta da capital, que desde final de agosto causaram mais de 100 mortos.

O ministro francês pediu ainda um melhor controlo dos recursos financeiros obtidos com a venda do petróleo líbio, para evitar que alimentem os grupos hostis à saída da crise. "Devemos apoiar as reformas económicas do primeiro-ministro, [Fayez] al-Sarraj, e trabalhar para garantir que haja mais transparência no uso dos imensos recursos da Líbia hoje, que são desviados de forma massiva e que, de facto, alimentam o conflito no local", disse Le Drian.

Os combates opõem as milícias oriundas de cidades como Tarhouna e Misrata (oeste) e grupos armados de Tripoli, num contexto de luta feroz para dominar a capital e controlar as instituições e a riqueza do país, mergulhado no caos desde a queda do regime de Muammar Kadhafi em 2011.