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Conservador eleito presidente do Parlamento da Suécia com votos extrema-direita

STINA STJERNKVIST/Getty

Primeira missão do novo presidente do Parlamento é submeter a votação um candidato a primeiro-ministro que, a reunir os apoios necessários, seja encarregado de formar governo

O conservador Andreas Norlen foi nesta segunda-feira eleito presidente do Parlamento da Suécia com os votos da Aliança de centro-direita, principal força da oposição, e da extrema-direita dos Democratas da Suécia, terceira força política. Norlen derrotou a candidata da coligação centro-esquerda do primeiro-ministro social-democrata Stefan Lovfen, Asa Lindestam, por 203 contra 145 votos.

A primeira missão do novo presidente do Parlamento é submeter a votação um candidato a primeiro-ministro que, a reunir os apoios necessários, seja encarregado de formar governo. Norlen marcou para terça-feira essa votação a Stefan Lofven, líder do partido individualmente mais votado, mas que não deverá conseguir uma maioria.

"Relativamente à votação sobre o primeiro-ministro, decidi, com os líderes dos grupos parlamentares, que será amanhã [terça-feira] às 09h30" (08h30 em Lisboa), disse, citado pelo jornal sueco The Local.

A Suécia está num impasse político desde as legislativas de 9 de setembro, em que a coligação centro esquerda elegeu apenas mais um deputado que a Aliança de direita (144-143) e os Democratas da Suécia (SD) elegeram 62. Os dois blocos principais recusam apoiar-se um ao outro e excluem qualquer acordo com a extrema-direita.

Para um novo mandato, Lovfen precisa que uma maioria não vote contra si, o que é improvável dado que tanto a Aliança como os SD prometeram fazê-lo. Se Lovfen perder, Norlen disse que só vários dias depois pode ser realizada nova votação. Nesse caso, será provável que Ulf Kristersson, líder dos Moderados, o segundo partido mais votado e o maior dos quatro que integram a Aliança, se candidate a formar governo.