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Internacional

Aquarius 2 perde bandeira do Panamá e fica com operações de resgate comprometidas

CHRISTOPHE SIMON/AFP/Getty Images

Os Médicos Sem Fronteiras e a SOS Mediterrâneo, as duas instituições que comandam o navio, acusam o Governo italiano de pressionar o Panamá a retirar a sua bandeira. O ministro italiano do Interior, Matteo Salvini, diz que nem sequer sabe o indicativo do Panamá. A bordo da embarcação seguem 58 pessoas resgatadas do Mediterrâneo

O navio de salvamento de migrantes Aquarius 2, que opera no Mar Mediterrâneo, tem o seu registo revogado, o que coloca as suas operações futuras em risco. Quando a embarcação voltar a atracar, terá de retirar a bandeira marítima do Panamá e não poderá navegar sem uma nova.

Os Médicos Sem Fronteiras e a SOS Mediterrâneo, as duas instituições que comandam o navio, acusam o Governo italiano de pressionar o Panamá a retirar a sua bandeira do último navio de resgate privado que opera na área usada pelos migrantes para travessias da Líbia para a Europa.

As organizações afirmam ter sido notificadas da decisão no sábado pela Autoridade Marítima do Panamá. Segundo a SOS Mediterrâneo, a autoridade descreveu o navio como um “problema político” para o Governo do país e disse que Itália os instou a tomar “medidas imediatas” contra a embarcação.

O ministro do Interior italiano Matteo Salvini, que anteriormente já acusara os barcos de ajuda de prestarem um “serviço de táxi” aos migrantes, nega que o seu país tenha pressionado o Panamá.

No Twitter, o governante escreveu no domingo que nem sequer sabia o indicativo do Panamá para ligações telefónicas.

Os operadores do navio dizem que foram notificados da nova decisão durante a atual missão, acrescentando que têm a bordo 58 sobreviventes de dois barcos que se encontravam em perigo.

Em comunicado conjunto, as duas organizações insistem que estão em “total conformidade” com a lei marítima e instam os governos europeus a intervir, tranquilizando as autoridades do Panamá ou emitindo um novo registo sob uma outra bandeira.