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Bolsonaro: retrato do político enquanto jovem

Viagem a uma cidadezinha do Vale do Ribeira, no estado de São Paulo, ao passado de Jair Bolsonaro, candidato reacionário às eleições presidenciais no Brasil

Bruno Abbud e Cleide Carvalho/”Época”

Por volta das 11h de uma manhã de junho, a estrada esburacada que leva a Eldorado, no Vale do Ribeira, em São Paulo, estava vazia. Com 15 mil habitantes, a 245 quilómetros de São Paulo, a cidade é uma montanha à beira-rio cujo topo é preenchido pela típica igreja em frente à praça com nome de santa. Fundada na segunda metade do século XVIII, foi chamada primeiramente Xiririca — uma onomatopeia guarani que imita o barulho da água corrente. O nome de batismo foi alterado para Eldorado em 1948, em referência ao ciclo do ouro, que também inspirou os municípios vizinhos de Sete Barras, onde sete barras de ouro foram retiradas da terra, e Registro, onde o ouro era registado. Não há quem não conheça Bolsonaro por ali.

Quarto maior município paulista em extensão territorial, com o segundo maior índice de mortalidade infantil no estado e com 40% dos seus moradores com um rendimento abaixo de dois salários mínimos, Eldorado parece ter parado no tempo, com indicadores que contradizem o próprio nome. Os homens trabalham fora, as mulheres cuidam da casa, e a diversão se limita a comer, beber, pescar e dar voltas em torno da praça. Não fosse a Caverna do Diabo, que, com 6,5 quilómetros de extensão, é a maior do estado, nenhum turista teria motivo para aparecer na cidade.

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