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Fotografou sobrevivente do 11 de Setembro e fez o mesmo no seu casamento. “O Phil esteve comigo no pior e no melhor dia da minha vida”

mark peterson/getty images

Joanne Capestro foi fotografada nos momentos que se seguiram ao dia mais negro dos Estados Unidos. Dezassete anos depois, contratou quem a fotografou para eternizar em imagens o dia do seu casamento

A vida dos norte-americanos mudou a 11 de setembro de 2001. Para Joanne Capestro não foi diferente. Na altura com 39 anos, a secretária trabalhava no 87.º andar da Torre Norte do World Trade Center, em Nova Iorque. Quando o primeiro avião embateu “cinco ou seis” pisos acima de onde estava, Capestro descobriu as escadas por onde podia fugir (as outras duas saídas estavam danificadas e a "derreter"): demorou 22 minutos a descer até à rua, deixando a meio do caminho os saltos altos que a impediam de mover-se com rapidez.

Cá fora, completamente coberta daquela poeira branca que abraçou todos os que viveram de perto o atentado, foi capturada pela lente de Phil Penman, um fotógrafo premiado que por ali andava a eternizar a expressão dos sobreviventes. Dezassete anos depois, Capestro convidou Penman para fotografar o seu casamento. Esta história foi contada há dias pelo “Daily Mail”.

“Eu e o Phil ficámos em contacto estes anos todos”, disse Capestro ao jornal britânico. “Há seis semanas ele foi o fotógrafo do meu casamento. O Phil esteve comigo no melhor dia da minha vida e no pior dia da minha vida.”

O ataque terrorista de 11 de setembro em Nova Iorque matou 2996 pessoas e deixou feridas cerca de 6000. O atentado precipitou uma invasão norte-americana no Iraque e no Afeganistão por George W. Bush, um episódio que Donald Trump definiu como “o maior erro” da História dos Estados Unidos.