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EUA fixam número máximo de refugiados que vão aceitar no valor mais baixo de sempre

Jahi Chikwendiu/The Washington Post

A partir de 1 de outubro e durante um ano, só poderá entrar no país um máximo de 30 mil refugiados, abaixo dos 45 mil deste ano. Contudo, o número real pode ser menor. Até agora, de acordo com os registos do Departamento de Estado, os EUA admitiram menos de 21 mil durante o ano fiscal que termina dentro de duas semanas. Mike Pompeo fala, ainda assim, da “nação mais generosa do mundo quando se trata de imigração”

Os EUA vão reduzir o número de refugiados que aceitam, pelo segundo ano consecutivo, para o valor mais baixo de sempre desde que o programa começou em 1980. O Secretário de Estado Mike Pompeo anunciou esta segunda-feira que só poderá entrar no país um máximo de 30 mil refugiados no próximo ano, abaixo dos 45 mil deste ano.

Pompeo tentou antecipar-se às críticas da redução, sublinhando que as autoridades norte-americanas processariam mais de 280 mil pedidos de asilo, a somar aos mais de 800 mil que já se encontram no país à espera de uma resposta. “Estes números expansivos prosseguem o registo de longa data dos EUA como a nação mais generosa do mundo quando se trata de imigração e assistência baseada na proteção”, disse.

O novo teto de 300 mil representa o número máximo de refugiados que o país aceitará durante o ano fiscal que começa a 1 de outubro. Contudo, o número real pode ser menor. Até agora, de acordo com os registos do Departamento de Estado, os EUA admitiram menos de 21 mil durante o ano fiscal que termina dentro de duas semanas, ou seja, substancialmente abaixo dos 45 mil fixados como número máximo.

Administração Trump “abandonou” os refugiados, acusa Amnistia Internacional

Pompeo esclareceu que o teto mais baixo reflete o compromisso de ajudar as famílias forçadas a fugir das suas casas pela guerra, perseguição ou desastres naturais, “dando prioridade à segurança e ao bem-estar do povo americano”. “O teto de refugiados proposto deve ser considerado no contexto de muitas outras formas de proteção e assistência oferecidas pelos Estados Unidos”, justificou ainda, citando as contribuições norte-americanas para a ajuda externa e outras formas de assistência humanitária.

Em resposta, a Amnistia Internacional acusou a Administração Trump de “abandonar” os refugiados ao estabelecer um limite ainda mais baixo. “Este é o número mais baixo na história do programa e é agravado pela atuação desta Administração ao criar bloqueios atrás de bloqueios para a chegada de refugiados”, disse o responsável da Amnistia Ryan Mace. “Isto deve ser entendido como um ataque total contra a capacidade do nosso país de reinstalar refugiados agora e no futuro”, acrescentou.

Segundo o Alto Comissariado da ONU para os Refugiados, houve cerca de 25,4 milhões de refugiados em todo o mundo no ano passado, com muito mais pessoas deslocadas dentro dos seus países de origem.

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