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Expresso

Internacional

50 raparigas hospitalizadas após serem sujeitas à mutilação genital feminina

Essa horrível tradição tem sobrevivido a todas as condenações internacionais e continua a afetar milhões de jovens pelo mundo fora

Luís M. Faria

Jornalista

Cinquenta raparigas foram hospitalizadas no Burkina Faso depois de terem sido sujeitas à chamada mutilação genital feminina. As idades variam, mas sabe-se que a mais nova tem quatro anos, o que está longe de ser raro. Estas operações são sempre perigosas, mas desta vez parecem ter corrido excepcionalmente mal.

A mutilação genital feminina consiste na remoção de parte dos orgãos sexuais femininos. Raramente efetuada por médicos, muitas vezes tem lugar com recurso a facas, vidros ou até lâminas de barbear. Embora seja objeto de condenação internacional, a operação continua a ser praticada em países da África, da Ásia e do Médio Oriente, constituindo uma evidência particularmente chocante da natureza patriarcal dessas sociedades.

Estima-se que os traumas físicos e psíquicos provocados pela mutilação genial feminina atinjam neste momento cerca de 200 milhões de mulheres, em 30 países. No Burkina Faso, a pena oficial para a sua prática são 3 anos de cadeia. A polícia prendeu duas mulheres na casa dos sessenta anos.