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Primeiro-ministro do Paquistão promete cidadania a refugiados nascidos no país

REUTERS TV

Contrariando políticas anteriores, Imran Khan quer criar leis que concedam cidadania a todos os refugiados afegãos e bengaleses nascidos no Paquistão

O primeiro-ministro paquistanês quer criar leis que concedam cidadania a todos os refugiados afegãos e bengaleses nascidos no Paquistão.

A intenção manifestada por Imran Khan - que tomou posse em agosto - representa uma viragem face à política anteriormente seguida.

O Paquistão abriga mais de 1,39 milhões de refugiados afegãos registados, segundo os dados do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados (ACNUR). Muitos residem no país há mais de 30 anos.

Há também mais de 200 mil bengaleses no país, a maioria dos quais a residir na cidade de Carachi, no sul do país. Muitos deles ficaram desde a guerra em 1971, quando o Bangladesh, então Paquistão Oriental, conquistou a independência.

Desde 2001, após a invasão do Afeganistão pelos EUA, registou-se um novo afluxo de refugiados.

O anúncio feito pelo primeiro-ministro pode valer-lhe sérios confrontos com as forças militares do país, que muitas vezes culpam os refugiados afegãos pela violência no Paquistão. Desde 2014, o país tem defendido o seu repatriamento.

Numa reação às declarações de Imran Khan , o ACNUR saudou o desenvolvimento, mas disse aguardar detalhes sobre a alteração legal pretendida.

“O ACNUR saúda a declaração sobre as crianças afegãs nascidas no Paquistão”, disse o porta-voz Dan McNorton, citado pela Al Jazeera. “Estamos ansiosos para trabalhar em estreita colaboração com o Governo do Paquistão sobre esta questão nas próximas semanas.”