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Iémen. Duas crianças mortas em ataque da coligação liderada pela Arábia Saudita contra os rebeldes 'houthis'

Al Jazeera

Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos continuam a atacar alvos militares e civis dos rebeldes, que derrubaram o Presidente Abu-Rabbu Mansour Hadi no final de 2014. Em julho, último mês em que foram conhecidos os números das investidas militares, foram registados 277 raides aéreos: 43% eram alvos civis

Pelo menos duas crianças morreram em Saada, no Iémen, depois de um ataque conjunto da Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos contra os ‘houthis’. Sumood, uma menina recém-nascida, e o irmão Nabil, de três anos, foram encontrados debaixo dos escombros de uma habitação, conta a Al Jazeera (AJ).

"Eram civis, eram miúdos", diz ao repórter da AJ um dos homens que resgatou os corpos do entulho. "Que culpa têm, porque foram mortos?"

Os ataques daquela aliança, que tem apoio logístico dos Estados Unidos, intensificaram-se em março de 2015, poucos meses depois de os rebeldes ‘houthis’ terem derrubado o Governo do Presidente Abu-Rabbu Mansour Hadi. Os ataques, que têm o objetivo de recuperar o poder de Hadi, têm sido destinados muitas vezes a alvos civis, como hospitais e casamentos, segundo a Al Jazeera.

A aliança terá levado a cabo mais de 16 mil ataques aéreos contra as áreas conquistados pelos ‘houthis’. Em julho, último mês em que foram conhecidos os números das investidas militares, registaram-se 277 raides aéreos: 43% eram alvos civis.

De acordo com as Nações Unidas, pelo menos 10 mil pessoas já morreram neste conflito, um número que não é atualizado há vários anos.

No final de 2014, os ‘houthis’ tomaram a capital do Iémen, Sanaa. Os rebeldes atacaram a residência de Hadi, que fugiu para Aden, e dissolveram o Parlamento. Uma nova ofensiva militar obrigou o Presidente em fuga a voar para a Arábia Saudita, um país que começaria pouco depois a atacar alvos rebeldes.