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Carros sem condutor ainda não estão preparados para todas as condições metrológicas

NuTonomy é dos veiculos a ser testado em Boston

Jessica Rinaldi/Globe Staff

Um estudo do Fórum Económico Mundial concluiu que a tecnologia hoje utilizada não garante a segurança em casos de muita neve e mau tempo

“A neve não só altera a tração do veiculo mas também altera a perceção da câmara e dos sensores na rua.” A conclusão é de um estudo recente, realizado em parceira pelo Fórum Económico Mundial e o Boston Consulting Group, sobre a viabilidade dos carros sem condutor na sequência de testes realizados na cidade norte-americana de Boston. A questão das condições metrológicas e, consequentemente, do estado do piso ainda são um problema.

Atualmente, a maioria dos carros autónomos a ser testados dependem de GPS, câmaras tradicionais, radares e tecnologia laser quando da aproximação de carros e peões. No entanto, as câmaras para nada servem se estiver nevoeiro e os lasers que reagem aos obstáculos podem reagir também aos pingos de chuva ou à neve. Resumindo: nestas condições, os carros não funcionam como deveriam.

Uma start-up norte-americana, a WaveSense, está a desenvolver sensores que conseguem ter a perceção do que está por baixo da neve até três metros de profundidade. A ideia é a de que digitalize toda a estrada e depois consiga construir um mapa com a superfície e com os obstáculos. Será o primeiro sistema do género a conseguir coordenar esta funcionalidade com uma velocidade a rondar os 100 km/h.

Outras empresas tecnológicas têm testado automóveis sem condutor. A Waymo garante que tem conseguido diminuir o impacto que os pingos de chuva têm na condução, refere a Bloomberg. Mesmo com estas questões em suspenso, a Alphabet planeia lançar um sistema de boleias sem condutor ainda este ano.

Para Xavier Mosquet, da Boston Consulting Group, vão ser ainda precisos pelo menos dois até que as empresas consigam programar os carros para as condições metrológicas adversas. “Se não conseguir conduzir durante uma hora por semana, as pessoas vão compreender: Mas se forem quatro ou cinco horas por dia [que não consegue conduzir sozinho], então não funciona para o mercado”, sublinhou.

Aliás, refere a Bloomberg, neste momento, são as empresas sediadas em cidades soalheiras e sem chuva ou neve que vão à frente na corrida para lançar o carro autónomo.