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Adeus, sagrada família

FOTO AMPE ROGERIO/LUSA

António Costa chega na segunda-feira a Luanda para uma visita de dois dias a Angola. Vai encontrar um país diferente do que aquele que João Lourenço herdou há cerca de um ano. José Eduardo dos Santos, que governou com mão de ferro durante 40 anos, deixou o MPLA e é agora um homem só e amargurado

Gustavo Costa

Correspondente em Luanda

Há uma semana, José Eduardo dos Santos abandonava a vida política ativa, mesmo depois de ter feito mea culpa pelos erros de governação, já ninguém dava voltas à cabeça para perceber o alcance da acusação tão demolidora que o novo líder do MPLA desferiu para pôr definitivamente em causa a cumplicidade deste com a corrupção.

“Nessa cruzada de luta, o MPLA deve tomar a dianteira, ocupar a primeira trincheira, assumir o papel de vanguarda, mesmo que os primeiros a tombar sejam militantes ou altos dirigentes do partido que tenham cometido algum delito ou que, pelo seu comportamento social, estejam a sujar o seu bom nome”, disse, debaixo de uma estrondosa ovação, João Lourenço. E rematou: “No caso destes últimos serem dirigentes do MPLA, não permitiremos que comportamentos condenáveis desta minoria gananciosa manchem o bom nome do partido.”

O recado estava dado e tinha destinatários bem identificados — José Eduardo dos Santos, alguns dos seus filhos e alguns governantes e deputados a contas com a Justiça por estarem envolvidos em alegados casos de corrupção. Naquele momento, nunca como antes, ganharia atualidade o poema de Drummond de Andrade: “E agora, José?/ A festa acabou,/ a luz apagou,/ o povo sumiu,/ a noite esfriou”.

Para ler a entrevista na íntegra clique AQUI