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Putin: “A Rússia é um Estado que ama a paz”

ALEXEY NIKOLSKY/AFP/Getty Images

Vladimir Putin afirmou que a Rússia contribui para a estabilidade no espaço eurasiático, depois de ter assistido às manobras militares Vostok-2018, o maior exercício que se realiza no país desde o final da Guerra Fria

O Presidente russo, Vladimir Putin, disse esta quinta-feira, durante as manobras militares de grande escala da Rússia, que Moscovo "ama a paz" e não tem planos agressivos.

Putin falava depois de ter assistido às manobras militares "Vostok-2018", o maior exercício que se realiza na Rússia desde o final da Guerra Fria.

"A Rússia é um Estado que ama a paz. Não temos e nem podemos ter planos agressivos. A nossa política externa é dirigida à cooperação construtiva com todos os países interessados (na paz)", disse o Presidente russo depois de um encontro com os 87 observadores estrangeiros, de 57 países, convidados a assistir às manobras.

Na visita realizada em Tsugol, junto da fronteira com a China e a Mongólia, um dos locais onde se realizam os exercícios, afirmou que as Forças Armadas russas devem estar preparadas para defender a soberania e os interesses nacionais e, "se necessário, defender os aliados da Rússia.

"Hoje, em Tsugol, concluiu-se a etapa mais ativa das manobras. Vocês conseguiram realizá-las com alto nível. Todas as unidades e grupos cumpriram as missões que lhes foram destinadas", acrescentou Vladimir Putin.

O Presidente russo sublinhou que, pela primeira vez, as Forças Armadas da Rússia pós-soviética foram "submetidas a um difícil exame" referindo-se à escala das manobras em que participam 300 mil militares, mais de um milhar de aviões, dezenas de navios e 360 mil veículos blindados.

"Vamos continuar a fortalecer as nossas Forças Armadas, fornecendo-lhes armas e equipamentos de última geração", afirmou Putin que agradeceu, em particular, aos militares da República Popular da China e da Mongólia, que participam nas manobras recordando que durante a II Guerra Mundial (1939-1945) russos e chineses foram aliados.

"Hoje (Rússia, China e Mongólia) cumprem uma importante tarefa comum: juntos são a garantia de estabilidade no espaço eurasiático", frisou.