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Ativista das Pussy Riot hospitalizado em estado grave. Familiares e amigos suspeitam de envenenamento

VASILY MAXIMOV/AFP/Getty Images

Pyotr Verzilov terá ficado doente depois de estar presente na terça-feira em tribunal, numa audiência da também ativista Veronika Nikulshina. Verzilov terá começado por se queixar de perda de visão, em seguida da capacidade de falar e depois de andar. Ele foi um dos ativistas que em julho invadiram a final do Mundial de futebol, envergando uniformes da polícia

O ativista Pyotr Verzilov do grupo de protesto russo Pussy Riot encontra-se hospitalizado em estado grave, na sequência de um possível envenenamento. A informação é avançada pelo site Meduza, que cita familiares e amigos do ativista.

Verzilov terá ficado doente depois de estar presente na terça-feira em tribunal, numa audiência da também ativista do grupo Veronika Nikulshina. Em declarações ao site, Nikulshina disse que Verzilov começou por se queixar de perda de visão, em seguida da capacidade de falar e depois de andar.

O site avança que o ativista se encontra no departamento de toxicologia de um hospital no distrito de Sokolniki, em Moscovo, sendo que a mãe não tem autorização para ver o filho.

Verzilov é casado com Nadezhda Tolokonnikova, que também integra as Pussy Riot e em 2012 foi condenada a dois anos de prisão por causa de uma performance numa catedral da capital russa. Tolokonnikova e Maria Alyokhina, outra integrante do grupo que também foi presa, escreveram no Twitter que Verzilov se encontra nos cuidados intensivos.

Verzilov, que também tem cidadania canadiana, foi um dos ativistas que a 15 de julho invadiram a final do Mundial de futebol, envergando uniformes da polícia. Ele e três outras ativistas estiveram presos durante 15 dias, justificando a ação, em nome das Pussy Riot, como um protesto contra os abusos de direitos humanos na Rússia.