Siga-nos

Perfil

Expresso

Internacional

Trump assina ordem executiva com sanções contra pessoas ou empresas que interfiram nas eleições

Chip Somodevilla/Getty Images

A decisão de Trump coincide com os esforços das agências de informação e das forças militares e judiciais para protegerem as eleições intercalares para o Congresso. As eleições, agendadas para 6 de novembro, irão decidir se o Partido Republicano de Trump consegue manter as suas maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado

O Presidente dos EUA, Donald Trump, deverá assinar esta quarta-feira uma ordem executiva que prevê a aplicação de sanções a empresas ou pessoas estrangeiras que interfiram nas eleições norte-americanas. A informação é avançada, em exclusivo, pela agência de notícias Reuters, que cita sob anonimato fontes próximas do assunto.

A decisão de Trump coincide com os esforços das agências de informação e das forças militares e judiciais para protegerem as eleições intercalares para o Congresso. As eleições, agendadas para 6 de novembro, irão decidir se o Partido Republicano de Trump consegue manter as suas maiorias na Câmara dos Representantes e no Senado.

Uma série de agências ficará encarregada de decidir se houve interferência, sendo encabeçadas pelo diretor dos serviços de informação nacionais e incluindo a CIA, a Agência Nacional de Segurança e o Departamento de Segurança Nacional, indicaram as fontes.

Propaganda digital e fugas de informação serão punidas

A interferência eleitoral será definida no documento como qualquer tentativa de hacking contra a “infraestrutura eleitoral” e os esforços para influenciar a opinião pública através de propaganda digital coordenada ou fugas sistemáticas de informações políticas privadas.

As sanções podem ser dirigidas a pessoas individuais ou a empresas na sua totalidade, acusadas de interferir nas eleições dos EUA por via de ataques informáticos ou outros meios.

Trump tenta emendar a mão depois de cimeira com Putin

Os serviços de informação norte-americanos descobriram que, na campanha que antecedeu as eleições presidenciais de 2016, hackers russos violaram o Comité Nacional Democrata e revelaram informações confidenciais.

Na cimeira de julho com o Presidente Vladimir Putin, Trump surpreendeu democratas e republicanos ao aceitar as garantias de Putin de que não tinha havido ingerência há dois anos. Ao afirmar não ter razões para duvidar da palavra do seu congénere russo, o Presidente dos EUA desqualificou as conclusões das próprias agências de informação norte-americanas.