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Líbia. Único aeroporto a operar em Trípoli obrigado a desviar voos depois de ataque com mísseis

MAHMUD TURKIA/AFP/Getty Images

O ataque obrigou um voo da companhia aérea Libyan Airlines a desviar-se de Alexandria, no Egito, para Misurata, que fica a cerca de 200 quilómetros da capital líbia. Outros voos também foram desviados. Ainda na semana passada, a missão de apoio da ONU no país anunciou que as fações rivais tinham assinado um acordo de cessar-fogo

O único aeroporto em funcionamento na capital da Líbia, Trípoli, desviou voos esta terça-feira à noite depois de ter sido atingido por mísseis. Não há relatos de danos ou vítimas no Aeroporto Internacional de Mitiga, que tinha reaberto na sexta-feira após dias de confrontos entre milícias rivais.

O ataque obrigou um voo da companhia aérea Libyan Airlines a desviar-se de Alexandria, no Egito, para Misurata, que fica a cerca de 200 quilómetros da capital líbia. Outros voos também foram desviados e uma fonte citada pela Agência France-Presse informou que estavam em curso operações para deslocar aviões de Trípoli para Misurata.

A Libyan Airlines opera voos domésticos e internacionais para um número limitado de países. A sua atividade está proibida nos aeroportos da União Europeia (UE) por motivos de segurança.

Um Governo apoiado internacionalmente está no poder em Trípoli mas as milícias ocupam grande parte do resto do país.

Ataque à sede da Companhia Nacional de Petróleo provoca vários feridos

Na segunda-feira, seis homens armados atacaram a sede da Companhia Nacional de Petróleo (NOC) na capital, onde foram ouvidos tiros e uma explosão, segundo testemunhas, que indicaram a existência de vítimas. Várias pessoas foram feitas reféns, como avançou o ministro do Interior Abdul Salam Ashour, citado pela Associated Press.

Um edifício perto do centro da capital líbia ardeu e foi cercado por elementos dos serviços de segurança, de acordo com as mesmas fontes. Desconhece-se ainda a gravidade dos ferimentos causados a alguns civis.

Um oficial da NOC disse que homens encapuzados atacaram a sede da empresa pública, depois de uma troca de tiros com os guardas.

O ataque ainda não foi reivindicado.

Novo acordo de cessar-fogo assinado entre fações rivais

Ainda na semana passada, a missão de apoio das Nações Unidas no país anunciou que as fações rivais que combatiam em Trípoli tinham assinado um acordo de cessar-fogo.

Esta foi a terceira tentativa de acabar com o surto de violência na capital, depois de dois outros acordos de cessar-fogo terem sido violados quase imediatamente depois de assinados. Desta vez, contudo, o acordo tinha sido mediado pela ONU.