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Expresso

Internacional

Capital do Vietname pede aos residentes que deixem de comer carne de cão

Chau Doan/Getty

O objetivo é dar à cidade uma imagem "moderna e civilizada". E controlar a doença da raiva, que continua a fazer vítimas

Luís M. Faria

Jornalista

As autoridades de Hanói, capital do Vietname, pediram aos residentes que deixem de comer carne de cão. Motivo: "A venda, o abate e o uso de carne de cão e de gato tem gerado uma reação negativa por parte de turistas e expatriados a viver em Hanói". Ou seja, é uma questão de imagem, numa altura em que o turismo já se tornou uma indústria importante nesse país asiático.

Estima-se que existam cerca de 493 mil cães e gatos em Hanói, dos quais a vasta maioria são animais domésticos. Só uns dez por cento deles serão abatidos para consumo e há um milhar de lojas a vender esse produto. Muitas delas deverão continuar, por ser há muito tradição no país. Assada, cozida ou guisada, a carne de cão, em especial, é bastante popular, sendo frequentemente consumida na rua (a carne de gato é mais uma especialidade rural).

Outra razão para controlar o consumo dessas carnes é o combate à raiva e a outras doenças transmitidas pelos animais. Pelo menos três pessoas morreram já este ano de raiva. De qualquer modo, o governo prefere enfatizar o objetivo de dar a Hanói o aspeto de "uma capital moderna e civilizada".