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Internacional

Rússia. Exercícios militares “sem precedentes” coincidem com encontro entre Putin e Xi Jinping

DMITRI LOVETSKY/GETTY IMAGES

Vostok 2018, como chamam à demonstração bélica, terá a participação de 300 mil soldados, mil meios aéreos, 36 mil tanques e veículos de combate e ainda cerca de 80 embarcações

O exercício militar que arranca esta terça-feira na Rússia só tem paralelo com o que acontecia na altura da União Soviética. O comandante supremo das Forças Armadas russas, o general Sergi Shoigu, avisara que seria uma exibição sem precedentes, “tanto ao nível do território como das tropas envolvidas”. Vostok 2018, assim chamam à demonstração, marca também o encontro num fórum económico entre Vladimir Putin e Xi Jinping, os líderes de Rússia e China.

Esta reunião em Vladivostok, uma cidade portuária no Pacífico, muito perto das Coreias e do Japão, surge numa altura em que ambos os países vivem divergências mais acentuadas com os Estados Unidos, lembra a CNN. Enquanto a Rússia continua a sofrer sanções, os chineses estão numa guerra comercial com os norte-americanos, embalados pelas convicções de Donald Trump.

O encontro entre ambos os líderes não se resume a uma troca de palavras, pois os chineses emprestaram 3200 soldados, 900 armas e 30 aeronaves para encorpar o já impressionante evento bélico que arranca esta terça-feira, na zona da Sibéria Oriental e no Extremo Oriente russo.

Vostok 2018 terá, de acordo com a CNN, a participação de 300 mil soldados, mil meios aéreos, 36 mil tanques e veículos de combate e ainda qualquer coisa como 80 embarcações.

As manobras, que vão prolongar-se até dia 17, serão divididas em duas etapas: na primeira, o desdobramento das forças será realizado no Extremo Oriente, no Pacífico Norte e no Mar do Norte, e na segunda será verificada a interação das diferentes forças nas operações defensivas e de ataque.

Observadores de 57 países, assim como a missão de ligação da NATO e a representação da União Europeia, vão assistir às manobras, nas quais participará o Presidente russo, Vladimir Putin.

A demonstração do músculo russo, justificado pelo Governo pela situação internacional “muito agressiva e não amigável” para a Rússia, vai contar com a colaboração da China e Mongólia.