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Novo movimento na Nicarágua promete lutar contra “a ditadura” de Ortega

INTI OCON/GETTY IMAGES

O coordenador nacional da Aliança Democrática Nicaraguense, Martín Buitrago, explicou que a nova organização irá “enfrentar a ditadura armada e paramilitar com o apoio de todos os sectores do país”, mas também com a ajuda da comunicação internacional

Um novo movimento político e social contra "a ditadura" do Governo de Daniel Ortega foi apresentado na segunda-feira na capital da Nicarágua, com o principal objetivo de pressionar o Conselho Supremo Eleitoral a antecipar as eleições.

"Todos os nossos esforços se concentram em aumentar a pressão nacional e internacional, até que a ditadura convoque eleições antecipadas", declarou a Aliança Democrática Nicaraguense (ADN).

O coordenador nacional da ADN, Martín Buitrago, explicou que a nova organização irá "enfrentar a ditadura armada e paramilitar com o apoio de todos os sectores do país", mas também com a ajuda da comunicação internacional.

Os membros da nova aliança, que se apresentaram na maioria com os rostos cobertos, apelaram para o "retomar e o reforço" das manifestações pacíficas e greves gerais, "direitos políticos e cívicos" de todos os nicaraguenses.

Também exortaram outros sectores que "continuam cúmplices" do Governo a decidir de que lado estão, porque ainda podem escolher se ocupam as "páginas negras" do país ou um espaço de unidade e "aliança democrática".

Os opositores de Daniel Ortega, de 72 anos e no poder há 11, acusam o Presidente nicaraguense de corrupção, de nepotismo e de ter instaurado uma ditadura com a mulher, Rosario Murillo, que é vice-presidente.

As manifestações da oposição começaram a 18 de abril contra uma reforma da segurança social, entretanto abandonada, e intensificaram-se em seguida, alastrando a todo o país em reação a uma violenta repressão que fez mais de 400 mortos.

Numa entrevista à agência de notícias espanhola EFE, em Manágua, Ortega negou ter 'sufocado' as manifestações e rejeitou a responsabilidade pelas mortes nos últimos meses, culpando os Estados Unidos e o narcotráfico por apoiarem e financiarem armas e grupos violentos.