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México conta 21 políticos assassinados desde as eleições de 1 de julho

PEDRO PARDO/Getty

entre 1 de setembro de 2017 e 31 de agosto de 2018 registaram-se no país pelo menos 850 agressões, com um balanço de 175 políticos assassinados

Um total de 21 políticos foram assassinados no México após as eleições presidenciais, legislativas, estaduais e municipais de 1 de julho, o maior escrutínio até agora realizado no país latino-americano, referiu nesta terça-feira a consultora Etellekt. "Desde 2 de julho até 31 de agosto ocorrerem 63 ataques, dos quais 21 foram homicídios contra políticos; quatros deles eram representantes e autoridades recém-eleitas", informou a empresa de consultadoria, numa publicação.

De acordo com o Indicador de Violência Política da Etellekt, entre 1 de setembro de 2017 e 31 de agosto de 2018 registaram-se no país pelo menos 850 agressões, com um balanço de 175 políticos assassinados. "Os altos níveis de violência política persistiram de igual forma no atual período de transição, após as eleições do 01 de julho", acrescenta o texto.

O estudo indica que, entre os 850 ataques assinalados neste período, 81% foram dirigidos contra opositores dos partidos e coligações que governam nos 32 estados do país. "O que significa que a violência política percorre uma rota distinta do atual clima de insegurança e homicídios motivado por rivalidades na área da delinquência", sublinham os autores.

No relatório deste mês são apresentadas três novas variáveis contextuais para conhecer o seu grau de ligação com o número de agressões contra políticos e candidatos registada no processo eleitoral de 2017 e 2018, o mais violento da história moderna do México com 48 candidatos e pré-candidatos assassinados.

A maioria dos homicídios (75%) registou-se a nível municipal.
Esta análise concluiu ainda que a elevada taxa de homicídios numa localidade não se relaciona diretamente com maior violência contra os políticos. No entanto, foi possível detetar uma relação mais significativa entre as agressões contra políticos e uma maior concentração de pobreza entre a população.

Em 1 de julho foram renovados 3.400 cargos políticos no país latino-americano, incluindo o presidente, o chefe de governo da Cidade do México, deputados, senadores, governadores estaduais e munícipes.