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Governo russo é o principal suspeito dos ataques que levaram à retirada de funcionários americanos de Cuba e China

YAMIL LAGE

A informação foi avançada esta terça-feira pela “NBC News”. O FBI, CIA e outras agências interceptaram comunicações que provam o envolvimento de Moscovo nos ataques que deixaram vários funcionários americanos doentes em Cuba e na China. Nenhuma das agências envolvidas na investigação prestou qualquer esclarecimento sobre este assunto

Helena Bento

Helena Bento

Jornalista

O Governo russo foi dado como o principal suspeito dos misteriosos ataques que deixaram vários funcionários da embaixada dos EUA em Cuba, e do consulado americano na China, doentes e levaram à sua retirada dos dois países.

A informação foi avançada esta terça-feira pela “NBC News”, segundo a qual o FBI, CIA e outras agências interceptaram comunicações que provam o envolvimento de Moscovo nos ataques. As provas encontradas não terão sido, contudo, suficientemente conclusivas para que os EUA culpassem direta e publicamente a Rússia, refere ainda o canal televisivo. Nenhuma das agências envolvidas na investigação prestou qualquer esclarecimento sobre este assunto.

Em julho, o Governo dos EUA disse estar ainda a investigar os sintomas que registaram vários funcionários americanos da embaixada em Havana, capital de Cuba - como problemas de ouvidos e perda de audição, tonturas, dores de cabeça, fadiga, dificuldades cognitivas e dificuldades em dormir - depois de terem sido vítimas de um ataque que continua, passados muitos meses, por esclarecer.

Os referidos problemas de saúde começaram em 2016 e prolongaram-se até 2018. Os funcionários americanos afetados, 26 no total, foram retirados do país, tendo o Governo americano decidido expulsar 15 funcionários cubanos dos EUA. O Departamento de Estado também emitiu um aviso prévio aos cidadãos norte-americanos que tenham a intenção de viajar para Cuba, alertando para eventuais riscos invulgares. Cuba nega desde o início qualquer responsabilidade no alegado ataque.

Já em junho deste ano, o Departamento de Estado americano anunciou a retirada de vários diplomatas americanos do consulado dos EUA na cidade Guangzhou, na China, alegando preocupações com o seu estado de saúde face à manifestação de sintomas semelhantes.

Tanto num país como noutro, os EUA acreditam que foram usadas armas eletromagnéticas sofisticadas, possivelmente conjugadas com outras tecnologias, e estão a tentar reproduzir o efeito das armas alegadamente usadas contra os diplomatas, nomeadamente através de testes em animais, diz ainda a “NBC News”, citando funcionários da administração de Donald Trump e assessores.