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Internacional

Sete iraquianos executados no sul do Iraque por terrorismo

SABAH ARAR

A lei antiterrorista prevê a morte por "pertença a uma organização terrorista", quer o condenado tenha ou não combatido nas suas fileiras. Segundo fontes judiciais, mais de 300 pessoas - incluindo uma centena de cidadãos estrangeiros - foram condenadas à morte e um número semelhante a prisão perpétua

Sete iraquianos condenados por terrorismo foram executados no sul do Iraque, indicou esta segunda-feira à agência noticiosa France-Presse (AFP) um responsável médico.

"A medicina legal recebeu os corpos de sete homens" que foram enforcados na prisão de Nassiriya, capital da província de Zi Qar, declarou o responsável médico na região Abdel Hassan al-Jabri. Os sete homens, todos iraquianos, foram condenados por "atos de terrorismo", precisou.

No final de 2017, o Iraque proclamou a vitória sobre o grupo 'jihadista' do autoproclamado Estado Islâmico (Daesh) e tem condenado quase diariamente membros acusados de pertenceram e esta organização, designadamente à pena capital. A lei antiterrorista prevê a morte por "pertença a uma organização terrorista", quer o condenado tenha ou não combatido nas suas fileiras.

As autoridades executam igualmente pessoas condenadas por atos terroristas efetuados antes de emergência do EI em 2014, designadamente cometidos por organizações ultrarradicais como a Al-Qaida.

Em 28 de junho, 13 terroristas foram enforcados após a descoberta dos corpos de oito iraquianos sequestrados pelo EI, que difundiu um vídeo onde os homens surgiam com a cara ensanguentada e anunciavam a sua morte caso mulheres 'jihadistas' não fossem libertadas por Bagdade.
O Iraque é regularmente criticado por organizações de defesa dos direitos humanos que denunciam as numerosas condenações à morte pronunciadas quase diariamente por tribunais antiterroristas. Pelo menos 111 pessoas foram enforcadas no Iraque em 2017 e 44 executadas em 2018.

Segundo fontes judiciais, mais de 300 pessoas - incluindo uma centena de cidadãos estrangeiros - foram condenadas à morte e um número semelhante a prisão perpétua, por terem aderido às fileiras do EI que, após o seu surgimento, conseguiu controlar cerca de um terço do território do país.