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Internacional

MNE angolano diz que diplomacia económica está dependente da criação de condições

Horacio Villalobos - Corbis/GETTY

O ministro dos Negócios Estrangeiros angolano diz que são importantes para o sucesso da diplomacia económica do país a criação de condições nos sectores da energia, água, saneamento básico, justiça, banca ou finanças

O ministro das Relações Exteriores angolano defendeu esta segunda-feira, em Luanda, que o sucesso da diplomacia económica de Angola depende "em grande medida" da criação de condições no país, desde logo na energia e águas.

Manuel Augusto discursava na abertura do VII Conselho Consultivo do Ministério das Relações Exteriores de Angola, que se prolonga até terça-feira na capital, para, entre outros assuntos, avaliar as atividades desenvolvidas no primeiro mandato da nova administração daquele órgão do Estado angolano.

O governante angolano disse que são ainda importantes para o sucesso da diplomacia económica angolana a criação de condições também no domínio da melhoria do saneamento básico, da desburocratização na administração pública, na melhoria dos sectores da justiça, banca e finanças, bem como o repatriamento de capitais e dividendos.

"A garantia dessas condições, entre outras, permitirá a captação do investimento estrangeiro, que deverá contribuir para o processo de diversificação e desenvolvimento da economia, tendo como objetivo estratégico a industrialização de Angola", disse Manuel Augusto.

O chefe da diplomacia angolano sublinhou que, no caso da desburocratização, "o processo de reformas internas deve prestar maior atenção à problemática da formação de quadros, a supressão e facilitação de vistos para homens de negócios, bem como a concessão de vistos de turismo para Angola".

O ministro angolano realçou que face aos desafios globais políticos, económicos e sócio-culturais a ação externa deverá estar alinhada com o Plano de Desenvolvimento Nacional (PDN-2018-2022), que define as linhas mestras específicas para a execução de uma diplomacia económica eficiente e proativa, visando a atração e captação do investimento privado estrangeiro para Angola, no âmbito da diversificação económica em curso em Angola.

No encontro, que decorre sob o lema: "As Oportunidades e Desafios no Futuro", os participantes vão abordar temas ligados ao funcionamento do Ministério das Relações Exteriores, nomeadamente o alinhamento do Plano de Desenvolvimento Nacional com a Política Externa, a Diplomacia Económica de Angola, a Geopolítica e Cobertura Regional, o Plano de Reforma e a Nova Visão para o Ministério, bem como perspetivar novas ações para o próximo ano.