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Internacional

Líder da oposição do Camboja libertado sob fiança

TANG CHHIN SOTHY

O líder do Partido de Salvação Nacional do Camboja, de 65 anos, foi acusado de traição em setembro do ano passado, dias depois de ter sido detido em casa, numa operação condenada pelas Nações Unidas e várias organizações internacionais

O líder da oposição do Camboja, Kem Sokha, detido desde setembro por alegada traição ao Governo, foi libertado sob fiança na noite de domingo, num raro sinal de apaziguamento do regime.

"[Kem Sokha] deixou a prisão e já está em casa", confirmou o advogado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP). Uma fonte judicial avançou à AFP que o político foi libertado após o pagamento de uma fiança.

O líder do Partido de Salvação Nacional do Camboja, de 65 anos, foi acusado de traição em setembro do ano passado, dias depois de ter sido detido em casa, numa operação condenada pelas Nações Unidas e várias organizações internacionais.

À data, o primeiro-ministro cambojano, Hun Sen, acusava o líder da oposição de ter conspirado com estrangeiros para o derrubar, numa clara referência aos Estados Unidos.

A meses das eleições legislativas, Hun Sen seguiu com a dissolução do partido da oposição e a proibiu qualquer atividade política durante cinco anos a 118 membros.

A campanha de intimidação levou a que os Estados Unidos e a União Europeia (UE) questionassem a legitimidade e retirassem os observadores das eleições, ao mesmo tempo que ameaçaram o país com sanções económicas.

Em finais de julho, e sem a participação da principal força da oposição, o partido do primeiro-ministro cambojano reivindicou a vitória esmagadora nas eleições.

Kem Sokha, que concordou em assumir as rédeas do partido após a saída de Sam Rainsy, no exílio, ainda corre o risco de ser preso por espionagem. A data do julgamento ainda não foi marcada.