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Inquérito homenageia vítimas mortais de ataque terrorista em Westminster em 2017

Jack Taylor/Getty

Magistrado responsável, Mark Lucraft, resumiu os acontecimentos como “82 segundos de grande e terrível drama” e disse que as “vidas de muitos foram desfeitas”, pedindo um minuto de silêncio de homenagem.

O inquérito sobre a morte de cinco pessoas em 22 de março do ano passado durante um ataque terrorista em Westminster, junto ao parlamento britânico, começou nesta segunda-feira em Londres com uma homenagem às vítimas. O magistrado responsável, Mark Lucraft, resumiu os acontecimentos como "82 segundos de grande e terrível drama" e disse que as "vidas de muitos foram desfeitas", pedindo um minuto de silêncio de homenagem.

No tribunal criminal central de Inglaterra e País de Gales foram ainda lidos breves testemunhos de amigos e familiares, processo que o Lucraft quis seguir para dar "algum conforto" aos próximos das vítimas.

Um dos testemunhos lidos foi o de Melissa Cochran, cujo marido, Kurt Cochran, de 54 anos, sofreu ferimentos fatais ao empurrá-la para a desviar do automóvel antes do embate. "Ele era o meu melhor amigo, o meu marido e o meu tudo. Eu tive muita sorte de ter vivido 25 anos maravilhosos com o homem dos meus sonhos. Ele fez-me rir todos os dias. Eu prezo cada memória que criámos", leu Angela Stoll, que representou a irmã por esta estar demasiado desgostosa.

O londrino Leslie Rhodes, de 75 anos, a anglo-espanhola Aysha Frade, de 43 anos, a romena Andreea Cristea, de 31 anos, e o agente policial Keith Palmer, de 48 anos, foram as outras vítimas mortais.

Khalid Masood, de 52 anos, atropelou mortalmente quatro pessoas na ponte de Westminster com um veículo alugado e depois esfaqueou um polícia que estava a proteger o Parlamento, fazendo ainda 49 feridos, entre os quais o português Francisco Lopes, de 27 anos. O inquérito, um procedimento a que são sujeitas todas as mortes súbitas e sem causa natural no Reino Unido, pretende determinar a causa da morte de cada uma das vítimas.