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Primeiras projeções na Suécia dão a vitória aos sociais-democratas

Jimmie Akesson, líder do partido de extrema-direita Democratas da Suécia

Stina Stjernkvist/EPA

As primeiras projeções nas eleições legislativas deste domingo dão a vitória aos sociais-democratas, avança a AFP. A extrema-direita, Democratas da Suécia, é apontada como a segunda ou terceira força mais votada, dependendo das sondagens. Previsões mostram luta renhida entre a esquerda e a direita, antecipando dificuldades em formar Governo

Nos dias que antecederam a votação, as sondagens indicavam que o partido de extrema-direita Democratas Suecos (SD) poderia tornar-se este domingo na segunda força política da potência escandinava, mas ainda não se sabe se estas previsões vão ou não verificar-se. Uma contagem parcial da Autoridade Nacional das Eleições deverá ser divulgada entre as 21h e as 22h (hora em Lisboa).

De acordo com uma primeira sondagem da TV4, as previsões apontam para uma vitória dos sociais-democratas, o partido do primeiro-ministro Stefan Löfven (com 25,4% dos votos), seguidos pelos moderados (18,4%) e pelos nacionalistas e conservadores do SD, com 16,3% dos votos (apenas mais 3,4% que em 2014).

Mas o jornal “Sunday Express” recorda que nas eleições de 2014 as projeções saíram completamente ao lado. Na verdade, uma segunda sondagem à boca das urnas, realizada pela televisão pública sueca, coloca o partido de extrema-direita, xenófobo e eurocético liderado por Jimmie Akesson em segundo lugar (com 19,2% dos votos), apenas atrás dos sociais-democratas, que arrecadam 26,2%.

Segundo o jornal "The Guardian", as previsões da televisão sueca são "tradicionalmente mais rigorosas na previsão dos resultados" que as da TV4.

Projeções antecipam potenciais dificuldades em formar Governo

As duas sondagens mostram uma luta renhida entre os blocos da esquerda (a coligação entre os sociais-democratas, os Verdes e o Partido de Esquerda) e da direita (os partidos da Aliança, que inclui o Partido Moderado, o Partido Popular Liberal, o Partido do Centro e os Democratas Cristãos).

Embora as sondagens apontem para os sociais-democratas a ganharem mais votos do que em 2014, estão bem atrás do que era esperado, nota o "Guardian". E o resultado do partido SD, de extrema-direita, não deve ser menosprezado, embora tenha crescido menos do que seria expectável.

Já os Verdes parecem ter conseguido mais de 4% dos votos, o que lhes poderá garantir um lugar no Parlamento.

Cerca de 7,5 milhões de eleitores foram este domingo chamados às urnas na Suécia para escolher 6.300 cargos do país, incluindo 349 deputados para o Parlamento e cargos autárquicos e municipais.

Esta foi a primeira vez no país que as questões migratórias e o seu impacto na segurança dos cidadãos e do Estado estiveram no centro das discussões durante a campanha eleitoral. A incapacidade do atual Governo, liderado por Stefan Löfven, em lidar com o fluxo migratório e crescente sentimento de insegurança no país (que o levou a recuar nas políticas de acolhimento) contribuiu para reforçar o discurso anti-imigração dos Democratas da Suécia.

Notícia atualizada às 20h25