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“A Europa vive um flirt com o Irão dos ayatollahs”

FOTO ANA BRÍGIDA

Raphael Gamzou Embaixador de Israel em Portugal

Pedro Cordeiro

Pedro Cordeiro

Editor da Secção Internacional

Feliz por estar em Portugal, que considera muito parecido com o seu país, o embaixador do Estado hebraico tem fé em Trump, considera a Europa complacente com o Irão e acusa os palestinianos de destruírem todas as hipóteses de alcançar a paz.

Israel parece menos empenhado do que nunca nos compromissos internacionais. As fronteiras de 1967 e os dois Estados já só existem no papel?
Durante muitos anos o mundo árabe não reconheceu o direito de Israel a existir. Em 1967 o meu país, minúsculo e sem a força que tem hoje, foi cercado na Guerra dos Seis Dias. Conseguimos ganhá-la. Ainda não havia colonatos e o nosso Governo propôs aos árabes trocar territórios por paz. Responderam com três nãos: nem reconhecimento nem negociação nem paz. Entre 1948 e 1967, Gaza e a Cisjordânia estiveram ocupadas por árabes que nem sonhavam dar terras aos palestinianos para construírem um país! Mantiveram-nos em campos miseráveis. Teria sido fácil chegar a um Estado palestiniano. Mas, como dizia o diplomata Abba Eban, os palestinianos nunca perdem a oportunidade de perder uma oportunidade.

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